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DESTAQUESBRASIL

Deputado “ex-gay” apresenta projeto para criar Dia Nacional do Orgulho Hétero

Igo Estrela/Metrópoles

Pastor Sargento Isidório argumenta que heterossexuais estariam sendo “pressionados” e diz que, sem reação, “todos teremos vergonha de manifestar a natureza de Deus”.

O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) apresentou um projeto de lei que propõe a criação do Dia Nacional do Orgulho Hétero. A data, segundo o parlamentar, teria como objetivo “valorizar a família tradicional” e dar visibilidade aos heterossexuais, em resposta ao que ele classifica como “excessos” na defesa de outras orientações sexuais.

Ao defender a proposta, Isidório – que se apresenta publicamente como “ex-gay” – afirmou que vê um cenário de crescente constrangimento para quem professa valores religiosos ligados ao modelo de família formado por homem e mulher.

“Se nada for feito pelos heterossexuais, muito em breve todos teremos vergonha de manifestar a natureza de Deus”, declarou o deputado.

O texto do projeto estabelece que a data passaria a integrar o calendário oficial de efemérides nacionais, a ser marcada anualmente, com possibilidade de realização de eventos, cultos, palestras e ações públicas em defesa do que o parlamentar chama de “princípios cristãos e da família tradicional”.

Argumento religioso no centro da proposta

Na justificativa, Isidório sustenta que a iniciativa se apoia em valores religiosos e na liberdade de expressão. Ele afirma que não pretende “atacar minorias”, mas garantir que, segundo ele, heterossexuais não sejam silenciados em suas convicções de fé.

O deputado cita trechos bíblicos e afirma que “Deus criou homem e mulher” e que isso deveria ser respeitado como referência para as políticas públicas. Ele também critica o que classifica como “imposição ideológica” em escolas e meios de comunicação.

Reações e críticas

Embora o projeto ainda esteja em fase inicial de tramitação, a proposta tende a reacender o debate sobre direitos da população LGBTQIA+ no Congresso e na sociedade. Em casos semelhantes no passado, iniciativas para criar “Dia do Orgulho Hétero” foram criticadas por organizações de direitos humanos, que enxergam nessas datas um gesto de reação às conquistas de grupos historicamente discriminados.

Juristas e ativistas costumam argumentar que heterossexuais nunca foram proibidos de expressar sua orientação, enquanto pessoas LGBTQIA+ ainda sofrem altos índices de violência, preconceito e exclusão, o que justificaria datas específicas de visibilidade para essas minorias.

Parlamentares de oposição e movimentos da sociedade civil já sinalizam que podem tentar barrar o projeto nas comissões, sob o argumento de que ele não contribui para a promoção da igualdade e pode reforçar discursos discriminatórios, mesmo que isso não esteja explicitamente escrito no texto.

O projeto será distribuído para análise em comissões temáticas da Câmara, onde poderá receber parecer favorável ou contrário antes de ser votado em plenário. Até lá, a proposta de Isidório promete alimentar novas disputas em torno de temas como religião, costumes, liberdade de expressão e direitos de minorias.

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