ECONOMIA

Eneva obtém incentivo do Reidi para projeto de liquefação de gás no Maranhão

Enquadramento aprovado pelo Ministério de Minas e Energia reduz custos do investimento e reforça estratégia da companhia no gás natural

A Eneva S.A. (ENEV3) anunciou nesta terça-feira (10) que obteve junto ao Ministério de Minas e Energia (MME) o enquadramento de seu projeto de unidade de liquefação de gás natural no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). A decisão foi oficializada por portaria publicada no Diário Oficial da União e representa um avanço relevante na estratégia de crescimento da companhia.

Com o benefício fiscal, a Eneva poderá adquirir máquinas, equipamentos, serviços e materiais de construção destinados à obra sem a incidência de PIS e Cofins, reduzindo de forma significativa o custo total do empreendimento. Segundo estimativas oficiais, o investimento ultrapassaria R$ 1 bilhão com a cobrança dos tributos; com o enquadramento no Reidi, o valor cai para cerca de R$ 930 milhões.

O projeto será implantado em Santo Antônio dos Lopes (MA) e contará com um sistema de pré-tratamento de gás com capacidade de 600 mil metros cúbicos normais por dia, além de dois trens de liquefação, cada um com capacidade de 300 mil Nm³/dia. O gás natural será fornecido pela Unidade de Tratamento de Gás do Complexo Parnaíba, localizada em frente ao empreendimento, o que reduz riscos logísticos e operacionais.

A iniciativa reforça o posicionamento estratégico da Eneva no segmento de gás natural integrado, pilar do modelo de negócios da companhia, que combina produção própria de gás com geração de energia elétrica para garantir eficiência e previsibilidade de custos.

No mercado financeiro, as ações da Eneva apresentaram forte volatilidade no pregão desta terça-feira. Por volta das 10h48, os papéis eram negociados a R$ 17,70, com queda de 19,33%, após abrirem o dia a R$ 18,55. Durante a sessão, o ativo oscilou entre R$ 18,92 e R$ 15,12, com volume superior a 21,8 milhões de ações negociadas.

Apesar da reação negativa no curto prazo, analistas avaliam o benefício fiscal como estruturalmente positivo, ao reduzir riscos financeiros e melhorar a viabilidade econômica do projeto no longo prazo. No setor, a Eneva concorre com empresas como Petrobras, Engie Brasil e Energisa.

O enquadramento no Reidi fortalece a estratégia de longo prazo da companhia e destaca a importância de decisões regulatórias na criação de valor para investidores e para a expansão da infraestrutura energética nacional.

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