OPINIÃO

Espelho, espelho meu…

Hoje, o editor do Portal Cantagalo decidiu testar seus conhecimentos e participou do vestibular da Unioeste. Uma das propostas de redação era escrever um artigo de opinião para ser publicado  em um jornal online com a temática “Procedimentos estéticos e autoimagem na sociedade contemporânea”. Decidimos publicar o artigo no portal.

 

Espelho, espelho meu…

Por Luiz Carlos da Cruz, jornalista

Certamente, você já se olhou no espelho e, por algum motivo, não gostou do que viu. Uma ruga tomando o lugar das covinhas no rosto, que dão um certo charme, muitas vezes incomodam. Aquela saliência abdominal, o nariz exagerado, os seios “caídos” levam muitas pessoas a tomarem decisões radicais com relação ao corpo.

Não é por acaso que o Brasil ocupa o segundo lugar no planeta em cirurgias plásticas, segundo pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica. Poderíamos rotular esse índice como “culto à vaidade”? Nem sempre!

Quando um procedimento estético recupera, de fato, a autoestima da pessoa, podemos classificar como benéfico. O problema é quando as decisões por mudanças corporais se tornam recorrentes, levando a repetitivas cirurgias desnecessárias e, em alguns casos, a busca pela beleza transforma as pessoas em “Frankensteins modernos”.

Cabe salientar que qualquer procedimento cirúrgico traz consigo os riscos da intervenção. Com frequência, vemos notícias de mortes em mesas cirúrgicas durante essas intervenções estéticas.

Até que ponto vale a pena cultuar a beleza exageradamente?

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