EUA e Irã anunciam acordo para encerrar guerra e reabrir Estreito de Ormuz
Memorando prevê cessar-fogo imediato, alívio das tensões no Oriente Médio e retomada da navegação em rota estratégica para o petróleo mundial

Autoridades dos Estados Unidos e do Irã anunciaram um acordo preliminar para encerrar o conflito que há meses abala o Oriente Médio e provoca impactos significativos na economia global. O entendimento também prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (14) que o acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. A declaração foi feita após o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador das negociações, anunciar o fechamento do entendimento entre as partes.
O memorando de entendimento deverá ser assinado oficialmente na próxima sexta-feira (19), na Suíça. Embora os termos completos ainda não tenham sido divulgados, o pacto prevê o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes do conflito, incluindo o Líbano, segundo informou Sharif.
Em comunicado, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirmou que a guerra será oficialmente encerrada a partir da noite desta segunda-feira. Apesar do avanço diplomático, permanecem em aberto temas considerados sensíveis, como o programa nuclear iraniano e a retirada de forças militares de áreas estratégicas da região.

O governo de Israel indicou que manterá tropas em zonas de segurança no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza por tempo indeterminado. Já autoridades iranianas confirmaram que novas negociações serão realizadas durante um período de cessar-fogo de 60 dias para discutir sanções econômicas e questões nucleares.
O anúncio repercutiu imediatamente nos mercados internacionais. Os preços do petróleo registraram forte queda, com os contratos futuros do Brent recuando cerca de 4% no início das negociações desta segunda-feira. Bolsas de valores asiáticas também reagiram positivamente à perspectiva de estabilização da região.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, classificou o entendimento como um avanço potencial para a paz e afirmou que o bloco europeu está disposto a contribuir para uma solução duradoura.
O conflito, iniciado após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro, deixou milhares de mortos e provocou forte instabilidade nos mercados de energia. Agora, a expectativa da comunidade internacional é de que o cessar-fogo abra caminho para um acordo mais amplo e definitivo na região.
