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Ex-primeira-dama do Peru pede ao STF para barrar prisão e extradição do Brasil

Wolfgang Kumm/picture alliance via Getty Images

Asilada no país, Nadine Heredia aciona Dias Toffoli para estender decisões que tornaram imprestáveis provas da Odebrecht e evitar qualquer cooperação que restrinja sua liberdade.

A ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia Alarcón, protocolou no Supremo Tribunal Federal um pedido para impedir eventual prisão, extradição ou qualquer ato de cooperação jurídica com o Peru que possa restringir sua liberdade no Brasil. O requerimento foi endereçado ao ministro Dias Toffoli.

Heredia, que foi primeira-dama entre 2011 e 2016 no governo de Ollanta Humala, responde a acusações de financiamento ilícito de campanhas. Ela e o marido foram considerados culpados por receber recursos da Odebrecht e do governo venezuelano para as disputas presidenciais de 2006 e 2011.

A estratégia da defesa é estender os efeitos das decisões do STF na Lava Jato que invalidaram elementos de prova ligados ao Acordo de Leniência da Odebrecht, incluindo dados dos sistemas Drousys e MyWebDay B. O Supremo já reconheceu a imprestabilidade desses materiais, e a medida já alcançou o ex-presidente Humala.

Condenada neste ano pela Justiça peruana, Heredia pediu asilo e veio ao Brasil após permanecer na embaixada brasileira em Lima. O Itamaraty confirmou a concessão de asilo diplomático provisório para ela e um filho.

 

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