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Flávio Bolsonaro se manifesta após PL suspender salário do pai

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsaki

Senador diz que corte de remuneração de Jair Bolsonaro foi “obrigatório por lei” e defende permanência da família e da base política unidas em apoio ao ex-presidente.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se pronunciou, nesta quinta-feira (27), sobre a decisão do Partido Liberal (PL) de suspender o salário e as atividades partidárias de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela participação na trama golpista.

Em publicação nas redes sociais, o filho 01 saiu em defesa da sigla comandada por Valdemar Costa Neto e afirmou que a suspensão não foi uma escolha política do partido, mas uma exigência legal:

“O PL foi o partido que nos abriu as portas para dar continuidade ao projeto de resgate do Brasil, com todo o suporte para Jair Bolsonaro e, se Deus quiser, vamos vencer! A suspensão das atividades partidárias de Bolsonaro foi algo obrigatório, e não por vontade do partido. Se ele está arbitrariamente impedido de trabalhar, a lei determina isso. Agora é hora de permanecermos unidos. Enquanto eu estiver vivo, nada faltará ao meu pai! Repito, é hora de ficarmos unidos!”, escreveu o senador.

Suspensão de salário e atividades no partido

Em nota oficial, o PL informou que, em razão da condenação e da consequente suspensão dos direitos políticos de Jair Bolsonaro, suas atividades partidárias e remuneração também ficam suspensas enquanto durarem os efeitos do acórdão na Ação Penal 2668, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF):

“Infelizmente, por decorrência da lei (Lei 9.096/95) e em razão da suspensão dos direitos políticos do nosso presidente de honra, Jair Bolsonaro, as respectivas atividades partidárias de nosso líder estarão igualmente suspensas, inclusive a sua remuneração, enquanto perdurarem os efeitos do acórdão condenatório na AP 2668”, diz o comunicado.

Antes de ser preso pela Polícia Federal (PF) no último sábado (22), por determinação do STF, Bolsonaro recebia do PL um salário líquido de R$ 33.873,67, podendo chegar a R$ 46.366,19 brutos mensais pelo cargo de presidente de honra da legenda.

O ex-presidente ocupa essa posição no partido desde março de 2023, após a derrota nas eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O convite para integrar a sigla partiu do próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

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