Google diz ao STF que não consegue informar quem postou “minuta do golpe”

Empresa afirma que pedido do ministro Alexandre de Moraes não tinha link da publicação
O Google informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não tem como identificar quem publicou a chamada “minuta do golpe” na internet. O motivo, segundo a empresa, é que o pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes não incluiu o link (URL) do conteúdo.
O documento, que teria sido encontrado com o ex-ministro Anderson Torres, é investigado como parte de uma tentativa de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, mesmo após a derrota nas eleições de 2022. A suspeita é de que a “minuta” seria usada para decretar estado de exceção e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A resposta do Google foi enviada nesta quarta-feira (18), um dia após o ministro Moraes ter dado prazo de 48 horas para que a plataforma entregasse os dados sobre o autor da publicação. A solicitação faz parte da ação penal 2.668, que está sendo julgada no STF.
“A URL é essencial para encontrar o conteúdo na internet. Sem isso, não tem como localizar o que foi pedido”, explicou a empresa, com base no Marco Civil da Internet.
O ex-presidente Jair Bolsonaro é um dos réus do processo, junto com outros aliados investigados por suspeita de envolvimento na tentativa de golpe.