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Guerrilhas na Colômbia afirmam que estão prontas para “enfrentar” os EUA

Reprodução/X

ELN e dissidentes das Farc divulgaram comunicados com ameaças contra Washington; Colômbia reforçou a fronteira e colocou tropas em alerta.

Guerrilhas colombianas que atuam na região de fronteira com a Venezuela afirmaram estar prontas para “enfrentar” os Estados Unidos após a escalada da crise no país vizinho. As declarações foram divulgadas no domingo (4), um dia depois da captura de Nicolás Maduro, e elevam a tensão na faixa de fronteira.

O Exército de Libertação Nacional (ELN) publicou uma mensagem em que diz se somar a “patriotas, democratas e revolucionários” para reagir ao que chamou de “planos imperialistas” contra a Venezuela e outros países do Sul.

Já dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo que se desmobilizou após acordo de paz em 2016, também se manifestaram e prometeram resistência contra os EUA “se necessário”, com linguagem bélica e tom de confronto.

Especialistas apontam que parte desses grupos armados ilegais, ligados ao tráfico de cocaína, circula em áreas venezuelanas e se aproveita da porosidade da fronteira, em meio a disputas por rotas e influência territorial.

Diante do risco de ataques e instabilidade, o presidente colombiano Gustavo Petro determinou o reforço da segurança na região, com mobilização de 30 mil soldados para pontos estratégicos de passagem e elevação do nível de alerta no país.

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