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Homem vive 40 anos com nome e gênero trocados em documentos

Erro de cartório transformou a vida de Silvano em uma trajetória de renúncias, constrangimentos e batalhas burocráticas

Reprodução

Um erro de cartório marcou profundamente a vida de Silvano Santos, que passou quatro décadas registrado como “Silvana”, com o gênero feminino em seus documentos oficiais. A falha administrativa o obrigou a viver uma vida de privações: não pôde se alistar no Exército, casar-se legalmente, registrar os filhos ou acessar empregos formais. Até atividades rotineiras, como ir ao médico, foram evitadas para escapar de constrangimentos. O impacto psicológico foi tão intenso que ele precisou buscar acompanhamento profissional.

Além da troca de nome e gênero, Silvano ainda enfrenta outro obstáculo: nos registros oficiais consta que ele é casado com um homem desconhecido, identificado como John Kenneth. Essa situação o impediu de oficializar a união com a companheira, com quem está desde os 22 anos.

O problema teve início quando sua mãe, ao se casar novamente, decidiu alterar o sobrenome da família. A partir daí, uma sucessão de erros transformou a vida de Silvano em uma luta contra burocracias e negativas de órgãos oficiais.

A decisão de enfrentar o sistema veio apenas após o nascimento dos filhos, que ele sequer conseguiu registrar. Hoje, busca corrigir definitivamente os documentos e anular o casamento inexistente que consta em seu registro civil.

O caso expõe não apenas as dificuldades pessoais vividas por Silvano, mas também abre um debate sobre a responsabilidade dos cartórios e os profundos impactos que falhas administrativas podem gerar na vida de um cidadão.

Informações SBT

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