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Israel ameaça Hamas: “Portas do inferno se abrirão” se reféns não forem libertados

Reprodução/Redes sociais

Netanyahu autoriza retomada de negociações e Defesa de Israel fala em destruir Gaza caso condições não sejam aceitas

A crise entre Israel e Hamas voltou a se intensificar nesta sexta-feira (22/8). O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que a cidade de Gaza poderá ser destruída se o grupo palestino não aceitar os termos israelenses para um acordo de paz.

A ameaça veio um dia após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu autorizar a retomada das negociações para a libertação dos reféns ainda em poder do Hamas. Segundo o premiê, “vencer o Hamas e libertar os reféns são objetivos interligados”.

A negociação e as condições

Na quinta-feira (21/8), Netanyahu ordenou negociações imediatas dentro de um possível acordo de trégua. O Hamas já havia sinalizado positivamente a uma proposta mediada por Egito, Catar e Estados Unidos, que prevê cessar-fogo de 60 dias, libertação de reféns e de prisioneiros palestinos.

Katz, porém, endureceu o tom nesta sexta. Em publicação na rede X, disse que “as portas do inferno se abrirão para os assassinos e estupradores do Hamas em Gaza” se não houver acordo. Segundo ele, a capital do grupo islâmico poderá ter o mesmo destino de Rafah e Beit Hanoun, cidades arrasadas durante a guerra.

Pressão militar e crise humanitária

Enquanto negocia, Israel intensifica operações militares. O governo aprovou um plano de ataque contra a cidade de Gaza e anunciou a convocação de mais 60 mil reservistas. Hospitais e organizações humanitárias foram alertados para evacuar o norte do território palestino.

A ONU e ONGs internacionais alertam para o risco de fome generalizada em Gaza. Relatórios recentes já indicam que “o pior cenário de fome está em curso” devido aos combates e à restrição da ajuda humanitária. Testemunhas relatam desespero da população, que pede alimentos e socorro em meio à destruição.

Enquanto isso, pesquisas apontam que 62% dos israelenses já não confiam no próprio governo diante da condução da guerra.

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