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Japão autoriza volta da maior usina nuclear do mundo, fechada após Fukushima

Koichi Kamoshida/Getty Images

Autoridades locais de Niigata aprovaram a retomada de Kashiwazaki Kariwa, parada desde 2011. A decisão ocorreu sob protestos e com desconfiança de parte da população.

O Japão autorizou o passo final para permitir a volta das operações da usina nuclear de Kashiwazaki Kariwa, considerada a maior do mundo, quase 15 anos após o desastre de Fukushima. A assembleia da província de Niigata aprovou nesta segunda (22) a decisão do governador Hideyo Hanazumi, abrindo caminho para a reativação da planta.

A usina, localizada a cerca de 220 quilômetros de Tóquio, estava entre as unidades desligadas depois do terremoto e tsunami de 2011. Desde então, o país retomou parte de seus reatores e tenta reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, além de cumprir metas climáticas e atender ao aumento da demanda por energia, impulsionada também por novas tecnologias e data centers.

Kashiwazaki Kariwa será a primeira usina operada pela Tepco a voltar a funcionar desde Fukushima. Embora o regulador nuclear japonês já tivesse apontado, anos atrás, que os reatores 6 e 7 atendem a padrões de segurança reforçados, a retomada continua dividindo a região.

Do lado de fora da sessão que aprovou a medida, manifestantes protestaram contra a reativação. Pesquisas locais recentes também indicaram que parte significativa dos moradores ainda não se sente segura com a volta da planta e demonstra preocupação por a operadora ser a mesma envolvida em Fukushima.

A expectativa divulgada pela imprensa local é que uma das unidades possa ser reiniciada a partir do início de 2026, após etapas operacionais e procedimentos técnicos necessários.

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