Lula viaja à Índia para cúpula sobre Inteligência Artificial e agenda bilateral com Narendra Modi
Presidente participará de encontros sobre governança de IA e discutirá comércio, reforma do sistema multilateral e cooperação estratégica entre os países

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou na manhã desta terça-feira (17) para a Índia, onde cumpre agenda oficial entre os dias 18 e 21 de fevereiro, a convite do primeiro-ministro Narendra Modi. Antes de chegar ao destino final, a comitiva presidencial fará uma escala em Túnis, capital da Tunísia, com previsão de pouso às 23h20 (horário de Brasília).
Nos dias 19 e 20, em Nova Delhi, Lula participará da cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), além de eventos relacionados ao tema. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o encontro dá continuidade ao chamado “processo de Bletchley”, série de reuniões intergovernamentais voltadas à segurança e à governança da inteligência artificial.
Multilateralismo e reforma global

No dia 21, o presidente brasileiro será recebido em visita de Estado por Modi. De acordo com o Itamaraty, a reunião deverá abordar os desafios atuais ao multilateralismo e a necessidade de reforma abrangente da governança global, incluindo a já debatida reformulação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
Em 2025, a Índia ocupou a posição de quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. A expectativa é de que os líderes avancem na cooperação bilateral em áreas como comércio, investimentos, defesa, aviação, tecnologias digitais, inteligência artificial, transição energética, minerais críticos, saúde, indústria farmacêutica e cooperação espacial.
Comitiva e foco na saúde
Lula viaja acompanhado de ministros de Estado, representantes de instituições públicas e uma missão de empresários brasileiros.
Antes do embarque, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a agenda priorizará acordos no setor farmacêutico, com foco na atração de investimentos, ampliação do acesso a medicamentos e desenvolvimento de pesquisas no Brasil.
Segundo Padilha, a missão na Índia — considerada uma potência farmacêutica — terá três eixos principais: ampliar a oferta de produtos e tecnologias ao Brasil, firmar parcerias estratégicas e conhecer iniciativas como a medicina tradicional indiana e hospitais inteligentes.