Magno Malta é acusado de agressão e técnica de enfermagem é afastada

A técnica de enfermagem que denunciou o senador Magno Malta (PL-ES) por agressão foi afastada de suas funções por orientação de seu médico particular.
A informação foi inicialmente publicada pelo portal Metrópoles e confirmada pelo jornal Zero Hora. Em nota, o Hospital DF Star, onde o caso teria ocorrido, informou que também está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
Segundo o hospital, a profissional permanece afastada por recomendação médica e a instituição afirma estar tomando todas as medidas necessárias para atender às solicitações dos órgãos competentes. O motivo do afastamento e o período de licença não foram detalhados.
O caso
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela técnica, o senador teria desferido um tapa em seu rosto durante a realização de um exame. A profissional relatou ainda que foi ofendida com palavras como “imunda” e “incompetente”.
Conforme o documento, ela se preparava para aplicar uma injeção de contraste quando percebeu o vazamento do líquido no braço do parlamentar. Ao informar que seria necessário realizar compressão no local, o senador teria se levantado. No momento em que a técnica se aproximou para auxiliá-lo, teria ocorrido a agressão.
Versão do senador
Em nota, Magno Malta, que estava internado após um mal súbito, afirmou que houve falha técnica no procedimento e que alertou a profissional sobre dores intensas durante o atendimento.
O senador disse ainda ter comunicado o ocorrido à direção do hospital e à equipe médica. Ele também questionou a atitude da técnica em registrar sua versão dos fatos, classificando como uma postura defensiva diante da possibilidade de responsabilização.
Repercussão
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal manifestou repúdio ao caso e informou que acompanha a situação, colocando-se à disposição para prestar apoio à profissional.
Já no sábado (2), segundo o portal UOL, o senador registrou boletim de ocorrência contra a técnica, alegando que o vazamento do contraste teria causado dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular.
No registro, o parlamentar afirma que sua reação foi consequência do quadro clínico e da dor no momento do procedimento, negando ter praticado qualquer agressão deliberada contra profissionais de saúde.