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Ministro do Trabalho sobre fraudes no INSS: “Quem errou tem que pagar”

Vinícius Schmidt

Luiz Marinho cobra responsabilização de envolvidos em esquema de descontos indevidos em aposentadorias

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, comentou nesta quarta-feira (30) o escândalo envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, revelado pelo portal Metrópoles. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Marinho afirmou que os responsáveis devem ser punidos exemplarmente.

“O ministro Lewandowski tem afirmado: nós vamos até as últimas consequências para punir quem deve ser punido. E essa foi a palavra do ministro Lupi na Câmara dos Deputados: quem errou tem que pagar as consequências. Quem não pode sofrer são os aposentados e pensionistas”, declarou.

Entenda o caso

A denúncia foi publicada em março de 2024, a partir de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI). Segundo a apuração do Metrópoles, 29 entidades autorizadas pelo INSS a realizar descontos associativos apresentaram um aumento de 300% no faturamento em apenas um ano — justamente enquanto enfrentavam mais de 60 mil ações judiciais por descontos indevidos em benefícios de aposentados.

As reportagens revelaram que muitos beneficiários sofreram descontos entre R$ 45 e R$ 77 sem sequer saber da existência das entidades ou ter autorizado qualquer filiação.

Após a publicação das denúncias, o INSS, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) iniciaram investigações que resultaram na Operação Sem Desconto, deflagrada recentemente.

Como consequência, o então diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis, foi exonerado do cargo. A operação também levou à apreensão de milhões de reais em bens de suspeitos e ao afastamento de membros da cúpula do Instituto.

“Separar o joio do trigo”

Marinho também comentou que o momento pode ser uma oportunidade para rever práticas dentro da Previdência Social.
“É hora de separar o joio do trigo, identificar as entidades sérias que realmente representam aposentados e pensionistas, das que agem com má-fé, explorando a boa-fé das pessoas”, afirmou.

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