A história do antigo Posto de Higiene e do hospital de Almirante Tamandaré
A fotografia, sem data registrada, mostra um trecho da avenida em uma época em que a paisagem urbana de Tamandaré ainda era bastante diferente da atual

A Avenida Emílio Johnson, localizada no bairro Vila Santa Terezinha, em Almirante Tamandaré, guarda em seu entorno parte importante da história da saúde e dos serviços públicos do município. A fotografia, sem data registrada, mostra um trecho da avenida em uma época em que a paisagem urbana de Tamandaré ainda era bastante diferente da atual.
Na Rua Coronel João Cândido de Oliveira funcionava o antigo Posto de Higiene, inaugurado no final de 1947. A unidade estava sob a responsabilidade do doutor Eliseo Bittencourt de Camargo e representava um importante serviço de atendimento à população tamandareense naquele período.
Com o crescimento da cidade e das necessidades da comunidade, no início da década de 1970 aumentou a reivindicação por um hospital. A antiga estrutura do Posto de Higiene acabou sendo utilizada para essa finalidade e, em 22 de fevereiro de 1976, foi inaugurado o hospital, em uma cerimônia que contou com a bênção do Frei Fausto.
A instituição ficou sob a direção da Associação Cristã Feminina, com participação do INPS e do Funrural. A chefia local do estabelecimento ficou a cargo do doutor Diniz Mehl Andrusko. Posteriormente, a unidade passou a ser denominada Hospital e Maternidade Almirante Tamandaré, tornando-se referência para a comunidade local.
A estrutura permaneceu funcionando como hospital até os primeiros anos da década de 1980, quando voltou a desempenhar a função de posto de saúde. A partir daí, o antigo prédio passou por diferentes fases e abrigou diversos serviços públicos ao longo das décadas.
Em 1995, o imóvel sediava o Fórum da Comarca de Almirante Tamandaré. Em 2008, passou a abrigar o Depósito de Medicamentos da Saúde. Mais tarde, até 2011, funcionou no local a Escola Municipal Eurípedes de Siqueira. Entre 2011 e julho de 2012, o prédio recebeu a Escola Jaci Real Prado de Oliveira.
Mais do que uma construção, o antigo prédio representa diferentes capítulos da história de Almirante Tamandaré. Ao longo de mais de seis décadas, suas paredes acompanharam mudanças na saúde pública, na administração da Justiça e na educação municipal, servindo a gerações de moradores e testemunhando a transformação da cidade.







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