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Câmara de Quedas do Iguaçu amplia alerta do Setembro Amarelo

Para o presidente da Câmara, Rodolfo Revers, dar visibilidade ao tema também permite ampliar o alcance dessas informações

Por · 30/09/2026 10:58 · Quedas do Iguaçu
Câmara de Quedas do Iguaçu amplia alerta do Setembro Amarelo
Crédito: Divulgação

A iluminação amarela na Câmara Municipal de Quedas do Iguaçu chama a atenção para uma mensagem que precisa permanecer durante todo o ano. Reconhecer sinais de sofrimento emocional, oferecer acolhimento e buscar ajuda especializada pode fazer diferença na vida de quem enfrenta um momento difícil.

Falar sobre saúde mental também passa por compreender que momentos de tristeza, preocupação ou dificuldade fazem parte da vida. Segundo a psicóloga Luciana Testa, o cuidado está relacionado à forma como cada pessoa consegue lidar com essas situações e reconhecer quando precisa de apoio. “A saúde mental é a gente saber cuidar das nossas emoções, dos nossos pensamentos, e não significa a gente estar feliz o tempo todo, mas a gente conseguir saber lidar com as dificuldades e pedir ajuda quando necessário.”

Para o presidente da Câmara, Rodolfo Revers, dar visibilidade ao tema também permite ampliar o alcance dessas informações. “O Setembro Amarelo chama a atenção para o cuidado com a vida. Quando a Câmara dá visibilidade a esse tema, a gente também leva informação para que as pessoas reconheçam os sinais e saibam que podem buscar ajuda”, afirmou Rodolfo.

Sinais que merecem atenção

Nem sempre uma pessoa em sofrimento consegue dizer diretamente que precisa de ajuda. Mudanças no comportamento podem ser uma forma de demonstrar que algo não está bem. Luciana aponta o isolamento, a tristeza, a irritabilidade persistente, as alterações no sono e na alimentação, a desesperança e manifestações relacionadas à vontade de morrer entre os sinais que exigem atenção.

Nesses casos, a maneira de se aproximar também faz diferença. Frases como “isso vai passar”, “não fica assim” ou “não chora” podem minimizar um sofrimento que, para aquela pessoa, é difícil de enfrentar. A orientação é ouvir, demonstrar disponibilidade e buscar auxílio especializado. “Só de você se mostrar solícito e acessível, isso daí já é uma grande ajuda. E o segundo passo é buscar ajuda especializada”, explicou Luciana.

Quem precisa de atendimento em Quedas do Iguaçu pode recorrer à rede existente no município. Luciana cita as Unidades Básicas de Saúde, o CAPS, o CRAS e o Hospital Municipal entre os serviços que podem receber pessoas em sofrimento emocional. A Academia da Saúde do Tarumã também foi mencionada pela psicóloga como parte da estrutura voltada à promoção da saúde e da qualidade de vida.

Quando a própria pessoa encontra dificuldade para procurar atendimento, a orientação é recorrer a alguém de confiança que possa acompanhá-la e ajudar nesse primeiro contato. “Cuidar da saúde mental não é um sinal de fraqueza. Pedir ajuda é um ato de coragem. Muitas vezes, uma conversa, um acolhimento e o acesso ao atendimento adequado podem fazer uma grande diferença”, reforçou.

Um alerta que não termina em setembro

A prevenção não se encerra com o fim do Setembro Amarelo. Luciana chama a atenção para a necessidade de manter o cuidado com a saúde mental durante todo o ano, especialmente diante do crescimento dos casos de adoecimento emocional e suicídio que, segundo ela, vem sendo observado entre adultos e também entre crianças.

“A gente precisa entender que o Setembro Amarelo precisa ser todos os meses: janeiro amarelo, fevereiro amarelo, de janeiro a dezembro amarelo.”

Nesse contexto, a psicóloga reforça a importância da prevenção e da rede de proteção disponível no município. “Quando se fala de prevenção, quando se fala de rede de proteção, hoje, no município, a gente tem condição de dizer, com muito orgulho, que a nossa rede multidisciplinar está pronta para atender e para acolher essas pessoas que estão passando por esse sofrimento.”

Ao iluminar a sede de amarelo e ampliar o espaço para informações sobre prevenção, sinais de sofrimento e formas de buscar ajuda, a Câmara Municipal reforça a visibilidade de um tema de interesse público que não se limita ao mês de setembro. A iniciativa também aproxima da população orientações que podem contribuir para reconhecer situações de risco e procurar atendimento.

Serviço

Quem enfrenta sofrimento emocional pode buscar atendimento na rede de Quedas do Iguaçu. Entre os serviços citados pela psicóloga Luciana Testa estão as Unidades Básicas de Saúde, o CAPS, o CRAS e o Hospital Municipal.

Quando houver dificuldade para procurar atendimento sozinho, a orientação é pedir o apoio de uma pessoa de confiança para acompanhar esse primeiro contato.

CVV 188

O Centro de Valorização da Vida oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, com atendimento 24 horas por dia.

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