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Câmara de Quedas do Iguaçu amplia cobrança à Copel e debate direitos dos consumidores

Empresário e agricultor Jacinto Kozak apresentou orientações à população durante sessão em que vereadores discutiram novas medidas para enfrentar os problemas no fornecimento de energia elétrica

Por · 13/10/2026 19:13 · Quedas do Iguaçu
Câmara de Quedas do Iguaçu amplia cobrança à Copel e debate direitos dos consumidores
Crédito: Divulgação

Como registrar uma reclamação sobre a falta de energia elétrica? O que fazer quando a Copel não resolve o problema? E como reunir provas dos prejuízos causados pelas interrupções no fornecimento? Essas questões foram abordadas durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Quedas do Iguaçu, nesta terça-feira (13), com a participação do empresário e agricultor Jacinto Kozak.

O debate faz parte das ações desenvolvidas pelo Legislativo para cobrar melhorias no fornecimento de energia elétrica. Após aprovar um requerimento solicitando providências da Copel e marcar uma audiência pública para novembro, a Câmara recebeu Jacinto, que compartilhou experiências e orientações sobre os direitos dos consumidores e os canais oficiais de reclamação.

A participação, autorizada pelo plenário na sessão anterior, também abriu espaço para novas propostas dos vereadores. O presidente da Câmara, Rodolfo Revers, destacou a importância de orientar a população e defendeu que a Mesa Diretora avalie alternativas para auxiliar os consumidores. “Vamos convocar a Mesa Diretora para nos reunirmos aí e quem sabe elaborarmos uma portaria que regulamenta essa questão de um gabinete de crise, de um atendimento à população nesse sentido”, afirmou Rodolfo.

Reclamar e guardar o número de protocolo faz diferença

Um dos principais pontos da manifestação de Jacinto foi a importância de registrar todas as interrupções no fornecimento de energia. O empresário explicou que o consumidor deve comunicar o problema à Copel, solicitar e guardar o número de protocolo. Caso não consiga uma solução, pode recorrer à Ouvidoria da concessionária e, posteriormente, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Para ele, a quantidade de registros é importante para demonstrar a dimensão das dificuldades enfrentadas no município e fortalecer as cobranças por melhorias. “Quanto mais reclamação existir via os canais da Copel, mais a Copel vai ter que se dedicar ao município. Um exemplo simples, se Quedas do Iguaçu tiver 10 reclamações, Espigão Alto tiver 50, eles vão focar em Espigão Alto do Iguaçu”, afirmou.

Jacinto ressaltou que muitos consumidores deixam de formalizar as ocorrências, seja pelas dificuldades de acesso aos canais de atendimento ou pela demora nos procedimentos. Por isso, insistiu na necessidade de registrar cada interrupção e guardar os números de protocolo. “Cada falta de energia, faça uma reclamação, pegue no protocolo, reclame. Quanto mais nós lotar esse canal, mais retorno a gente vai ter junto à Copel de Quedas do Iguaçu”, reforçou.

Prejuízos e documentação

Além das dificuldades para restabelecer o fornecimento, Jacinto relatou os obstáculos enfrentados pelos consumidores para comprovar prejuízos e solicitar ressarcimento.

O empresário contou que decidiu investir em um equipamento capaz de registrar oscilações de tensão e períodos sem energia em sua empresa. Segundo ele, a medida foi necessária após dificuldades em pedidos anteriores de ressarcimento. “Se tem uma pessoa que comprou um aparelho para colocar junto à empresa, para medir voltagem, horário de falta de energia, a gente investiu em cima, porque toda vida que eu entrava com pedido de ressarcimento, a Copel me contestava”, relatou.

Jacinto informou que o equipamento custou R$ 6 mil, mas considera o investimento importante para documentar as falhas no fornecimento. “Foram seis mil reais. Mas foram seis mil reais mais bem investidos. Porque eu tenho documento e tenho como provar as faltas de energia.”

Aneel na audiência pública

Outro ponto defendido pelo empresário foi a participação da Aneel na audiência pública marcada pela Câmara para 11 de novembro.

Jacinto argumentou que a presença do órgão fiscalizador poderá contribuir para acompanhar as explicações da Copel e os compromissos apresentados pela concessionária. “Então, eu gostaria, se há possibilidade, através da Câmara de Vereadores, solicitar a presença do pessoal da Aneel”, sugeriu.

Para demonstrar a importância desse encaminhamento, ele relatou uma situação em que, segundo seu depoimento, o problema foi solucionado após recorrer à agência reguladora. “Eu fiz uma reclamação, não foi atendido, mandei para a ouvidoria, não foi. Quando foi junto à Aneel, o que aconteceu? Em duas horas foram resolver o problema.”

Vereadores discutem apoio aos consumidores

As orientações apresentadas por Jacinto também motivaram propostas dos vereadores para facilitar o acesso da população aos canais de reclamação.

O vereador Cidão destacou que muitos moradores enfrentam dificuldades para registrar protocolos, especialmente aqueles que não têm familiaridade com aplicativos e serviços digitais. Ele sugeriu que o Executivo disponibilize uma pessoa para auxiliar os consumidores. “Como você falou, se não tem esse protocolo significa que ninguém está precisando e que está tudo ok. Mas a gente sabe que muitas pessoas não têm esse conhecimento, essa destreza para uso de aparelhos eletrônicos, mas estão vivendo a dificuldade”, afirmou.

O vereador Claudelei Torrente Lima também defendeu a necessidade de orientar os consumidores e mencionou a possibilidade de criar um gabinete de crise.

Ao comentar as propostas apresentadas durante a sessão, o presidente Rodolfo Revers destacou que a Câmara poderá avaliar alternativas para auxiliar a população no registro das reclamações e na busca por seus direitos. “Vamos convocar a Mesa Diretora para nos reunirmos aí e quem sabe elaborarmos uma portaria que regulamenta essa questão de um gabinete de crise, de um atendimento à população nesse sentido”, explicou Rodolfo.

A possibilidade de estruturar esse atendimento ainda será analisada, respeitando os limites legais de atuação do Legislativo.

Audiência pública com a Copel

A Câmara Municipal realizará audiência pública no dia 11 de novembro, às 10 horas, no plenário do Legislativo, para discutir as falhas no fornecimento de energia elétrica em Quedas do Iguaçu.

O encontro foi marcado após a aprovação do Requerimento Verbal nº 07/2026, de autoria dos vereadores Leandro da Saúde, Claudelei Torrente Lima e Henrique Waldow.

Entre os assuntos previstos estão as interrupções prolongadas de energia, os prejuízos aos consumidores, a estrutura de atendimento da Copel, os planos de contingência e os procedimentos para solicitar ressarcimento.

Durante a sessão, Rodolfo Revers informou que a presença de um representante da direção da Copel já está confirmada. A audiência permitirá que moradores, produtores rurais, comerciantes e empresários apresentem relatos, questionamentos e sugestões diretamente aos representantes da concessionária.
 

Fonte: Assessoria

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