PF apura possível viagem de Flávio Bolsonaro à Argentina e aos EUA
Senador teria embarcado em avião particular com destino a Puerto Iguazú, segundo site argentino. Aliados negam que ele tenha deixado o Brasil.

A Polícia Federal (PF) entrou em contato com autoridades argentinas nesta terça-feira (27) para verificar informações sobre uma possível viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Argentina, com eventual destino aos Estados Unidos. O relato foi divulgado na madrugada pelo site argentino Infobae e repercutido pelo portal Metrópoles.
Segundo a publicação argentina, Flávio teria chegado a Puerto Iguazú, na fronteira com o Brasil, a bordo de uma aeronave Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly SA. Dados do site Flightradar24 indicam que o voo teve origem em Buenos Aires, mas não apresentam informações sobre uma rota posterior.
A suposta viagem, no entanto, foi negada por aliados do senador. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, afirmou que ele não deixou o Brasil. Já o advogado Fabio Wajngarten, ex-chefe da comunicação no governo Jair Bolsonaro, classificou a informação como “fake news”.
Passaportes retidos
A possível viagem ocorre após a Polícia Federal intimar Flávio Bolsonaro a entregar os passaportes comum e diplomático, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador é investigado, ao lado do advogado Willer Tomaz, em um processo relacionado a suspeitas de lavagem de dinheiro.
Nas redes sociais, Flávio afirmou que pretende entregar os documentos e contestou a decisão judicial.
“Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou.
O senador também questionou a justificativa para a medida e disse que a decisão teria relação com declarações de seu irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, que afirmou que Flávio deveria deixar o Brasil caso perdesse a eleição.
Até o momento, as informações sobre a suposta viagem permanecem sob verificação das autoridades, enquanto aliados do senador negam que ele tenha deixado o território brasileiro.





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