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Polícia Federal investiga fraude em certificação de embalagens de madeira no Paraná

Operação cumpre dois mandados de busca e apreensão em Curitiba e na Região Metropolitana; suspeita envolve paletes comercializados sem comprovação do tratamento fitossanitário obrigatório.

Por · 21/10/2026 08:39
Polícia Federal investiga fraude em certificação de embalagens de madeira no Paraná
Crédito: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar suspeitas de fraude na certificação fitossanitária de embalagens e suportes de madeira utilizados em operações comerciais. Na manhã desta terça-feira (21), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Curitiba e na Região Metropolitana, expedidos pela Justiça Federal.

A investigação começou após informações encaminhadas pelo Ministério Público Federal, com base em uma fiscalização realizada por um órgão federal competente. Na ocasião, foram identificados indícios de que embalagens e paletes de madeira teriam sido comercializados com marcações vinculadas ao sistema internacional de certificação fitossanitária, sem comprovação de que haviam recebido o tratamento exigido pela legislação.

Segundo a Polícia Federal, também foram constatadas divergências entre os documentos apresentados para comprovar a regularidade dos produtos e a quantidade efetivamente comercializada, além de possíveis irregularidades na rastreabilidade das embalagens fiscalizadas.

Os mandados têm como objetivo recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer os fatos, identificar os envolvidos e dimensionar a extensão das possíveis irregularidades. A operação também busca localizar instrumentos que possam ter sido utilizados nas práticas investigadas.

As condutas apuradas podem configurar, em tese, crimes previstos na legislação ambiental e contra a fé pública, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados no decorrer do inquérito.

A Polícia Federal ressalta que a investigação está em andamento e que as medidas adotadas nesta fase têm caráter cautelar. Os investigados têm assegurados os direitos e as garantias previstos na Constituição.

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