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Restaurante Imperial completa 60 anos como símbolo da gastronomia no Centro de Curitiba

Com seis décadas de história, restaurante reúne gerações de clientes, preserva receitas tradicionais e mantém viva a memória de um dos endereços mais conhecidos da região central.

Por · 29/09/2026 16:57 · Curitiba
Restaurante Imperial completa 60 anos como símbolo da gastronomia no Centro de Curitiba
Crédito: Divulgação

O Restaurante Imperial, na Rua José Loureiro, 111, no Centro de Curitiba, completou 60 anos nesta segunda-feira (28). Ao longo de seis décadas, a casa se consolidou como um dos tradicionais endereços gastronômicos da região, reunindo clientes de diferentes gerações e mantendo uma forte ligação com a história do Centro da capital paranaense.

O restaurante recebe cerca de 500 pessoas por dia e tem entre seus principais atrativos o tradicional Filé Mignon à Parmegiana. Em seis décadas, também recebeu personalidades da música, do futebol, da imprensa, do esporte, da política e das artes, como Cauby Peixoto, Teixeirinha e Hermeto Pascoal.

“O Imperial vive e respira o Centro de Curitiba. Sentimos que ele já não é simplesmente um comércio: faz parte da memória de muitas pessoas. Procuramos cuidar do restaurante como se fosse um patrimônio da cidade”, afirma o atual proprietário, Sergio Chueh.

A história começou em 1966, quando o espanhol Victoriano Touron Souto, conhecido como Vitor, e o português Manuel Rosa Henriques abriram o estabelecimento na Rua José Loureiro, 135. O espaço tinha apenas 50 metros quadrados e funcionava inicialmente como um boteco, servindo petiscos portugueses e espanhóis.

Em 1997, depois de mais de 30 anos à frente do negócio, Victoriano se aposentou e vendeu o restaurante aos irmãos Sergio e Marcos Chueh, filhos de um antigo cliente. Em 2014, Marcos deixou a sociedade e Sergio passou a administrar integralmente a casa ao lado da esposa, Leticia.

Desde 2020, o Imperial funciona no número 111 da mesma rua. A sede atual ocupa um espaço que anteriormente abrigou a redação do Diário do Paraná, um dos jornais que fizeram parte da história da imprensa paranaense. O restaurante conta atualmente com 15 funcionários fixos.

A nova sede também passou por revitalização em 2021, tornando o ambiente maior e mais confortável, sem romper a ligação histórica com o Centro de Curitiba.

Memória e tradição

As paredes do restaurante ajudam a contar essa trajetória, com fotografias históricas da cidade e registros de garçons que marcaram época, como Ramiro Gil Sobrado, conhecido como “Espanhol”, e Pedro dos Santos, o “Periga”. Ambos dedicaram 45 anos de trabalho ao Imperial.

Para Sergio Chueh, a longevidade está relacionada à capacidade de acompanhar as mudanças sem abandonar a identidade construída ao longo dos anos.

“Manter um restaurante por 60 anos no Centro é motivo de orgulho, mas também exige capacidade de acompanhar as transformações da cidade sem perder a essência. Temos clientes que frequentam o Imperial há décadas e que hoje trazem filhos e netos. Ao mesmo tempo, percebemos a chegada de um público mais jovem”, afirma.

Além da famosa parmegiana, que chega a cerca de 300 porções servidas somente no almoço de sábados de grande movimento, o cardápio inclui pratos como alcatra Orelha de Elefante, Ancho ao Alho e Óleo, costela assada às sextas-feiras e Filé Mignon ao Queijo Azul.

À noite, o restaurante também resgatou a tradição dos petiscos de boteco, com opções como bolinhos de siri e carne, cascudinho à milanesa, pão com bolinho e pão com costela.

Com seis décadas de história, o Imperial segue como um ponto de encontro entre a memória e o presente de Curitiba, mantendo receitas, histórias e tradições enquanto conquista novos clientes.

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