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Starship alcança a órbita pela primeira vez e coloca 26 satélites Starlink em operação

Foguete da SpaceX superou falha em um dos motores durante o voo e concluiu missão considerada um marco para o programa espacial de Elon Musk

Por · 28/09/2026 17:17
Starship alcança a órbita pela primeira vez e coloca 26 satélites Starlink em operação
Crédito: Reprodução/Starship

A Starship, foguete de nova geração da SpaceX, alcançou a órbita pela primeira vez nesta segunda-feira (28), em uma missão que marcou um avanço importante no desenvolvimento do maior sistema de lançamento espacial já construído pela empresa.

O veículo não tripulado, com cerca de 40 andares de altura, decolou da base da SpaceX em Starbase, no sul do Texas, próximo à fronteira com o México e ao Golfo do México. O conjunto é formado pelo propulsor Super Heavy e pelo estágio superior Starship.

Durante o voo, um dos três motores principais da Starship foi desligado prematuramente. Inicialmente, a equipe da SpaceX informou que a falha poderia impedir o veículo de alcançar a órbita. Minutos depois, porém, os engenheiros confirmaram que a missão poderia prosseguir.

A Starship realizou então uma nova ignição de seus motores e conseguiu atingir a órbita. Já no espaço, a nave colocou em órbita 26 satélites Starlink de nova geração, um dos principais objetivos da missão.

Segundo Elon Musk, todos os 26 satélites Starlink V3 foram implantados e estavam funcionando normalmente após o lançamento. Os equipamentos foram liberados a aproximadamente 269 quilômetros de altitude.

O propulsor Super Heavy também realizou uma descida controlada após separar-se da Starship, embora alguns de seus motores tenham apresentado falhas durante a etapa de retorno.

Ao final da missão, a Starship fez uma descida controlada sobre o Oceano Pacífico. A nave realizou a manobra de orientação prevista, mas terminou em contato com a água e foi consumida pelo fogo. A SpaceX não tinha como objetivo recuperar o veículo após esse voo.

Carga útil inédita

Apesar de ser considerado um voo de teste, o lançamento transportou pela primeira vez uma carga útil destinada à operação em órbita. Os satélites Starlink V3 foram projetados para transmitir até dez vezes mais dados do que os modelos anteriores, segundo a SpaceX.

A empresa pretende utilizar a Starship para acelerar a expansão da constelação Starlink. A expectativa é que, quando o sistema estiver operando regularmente, seja possível lançar até 60 satélites V3 em uma única missão.

Além dos satélites, a Starship é considerada estratégica para os planos futuros da SpaceX e da Nasa. O veículo deverá ser utilizado em missões do programa Artemis, que prevê o retorno de astronautas à superfície da Lua e a construção de uma presença humana permanente no satélite natural.

O desenvolvimento da Starship também está ligado aos planos de longo prazo da SpaceX para missões tripuladas a Marte.

O alcance da órbita representa, portanto, um dos principais marcos no desenvolvimento do foguete, que foi projetado para ser totalmente reutilizável e realizar lançamentos com frequência muito superior à dos atuais sistemas espaciais.

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