post_excerpt ) ) { $og_description = wp_strip_all_tags( $post->post_excerpt, true ); } else { $og_description = wp_trim_words( wp_strip_all_tags( $post->post_content, true ), 30 ); } $og_description = esc_attr( $og_description ); // --- IMPRESSÃO DAS TAGS --- echo '' . "\n"; echo '' . "\n"; echo '' . "\n"; echo '' . "\n"; if ( !empty( $og_image ) ) { echo '' . "\n"; } echo '' . "\n"; } } add_action( 'wp_head', 'add_manual_open_graph_tags' ); ?>
BRASILDESTAQUES

Operação mira bicheiro Rogério de Andrade e prende policiais ligados a esquema de jogos ilegais no Rio

Gaeco cumpre 20 mandados de prisão contra integrantes de núcleo de segurança que protegia pontos de jogo do bicho na zona oeste da capital

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ) realiza, nesta terça-feira (10), uma operação para cumprir 20 mandados de prisão preventiva contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes de seu núcleo de segurança que atuavam na região de Bangu, na zona oeste da capital fluminense.

Rogério de Andrade está preso desde novembro de 2024 na Penitenciária Federal de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Mesmo detido, ele é apontado como líder da organização criminosa investigada.

Segundo o Ministério Público, entre os alvos da operação estão 18 policiais militares e penais — alguns já fora da ativa — além de um policial civil que teria ingressado no esquema ainda enquanto exercia o cargo.

Os mandados são cumpridos com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ, da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Corregedoria da Polícia Civil.

De acordo com o Gaeco, os denunciados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar em Bangu e utilizavam práticas sistemáticas de corrupção para garantir o funcionamento das atividades do grupo criminoso.

Os investigados vão responder por organização criminosa armada, com agravantes pelo envolvimento de agentes públicos e pela conexão com outras organizações criminosas, além de corrupção ativa e passiva.

As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital e são cumpridas em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti, além da Penitenciária Federal de Campo Grande.

Entre os policiais militares denunciados há agentes que atuavam na Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), no Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e nos 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º Batalhões da Polícia Militar.

Histórico

Rogério de Andrade é sobrinho de Castor de Andrade, um dos mais conhecidos chefes do jogo do bicho no Rio de Janeiro e patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. Castor morreu em 1997, após sofrer um problema cardíaco.

Após a morte do contraventor, uma disputa familiar pela sucessão nos negócios ilegais marcou o cenário do jogo do bicho no estado. O conflito envolveu Paulinho de Andrade, filho de Castor, assassinado em 1998 na Barra da Tijuca, crime atribuído a Rogério, e Fernando Iggnácio, também morto anos depois.

Rogério foi preso em outubro de 2024 apontado como mandante do assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020. A vítima foi morta no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes logo após desembarcar de helicóptero vindo de Angra dos Reis.

Iggnácio foi atingido por três disparos de fuzil, um deles na cabeça, e morreu no local. O atirador estava escondido em um terreno baldio ao lado do heliporto.

Deixe um comentário