POLITICA

Paranhos já aparece no programa do PSD

Sem fazer barulho, como quem chega de mansinho para não acordar a vizinhança, Leonaldo Paranhos reapareceu no tabuleiro político. O ex-prefeito de Cascavel, que deixou o cargo surfando numa aprovação acima dos 70%, assinou ficha no PSD, partido do governador Ratinho Jr., e agora veste a camisa da nova legenda com toda a tranquilidade de quem sabe o peso que tem.

Paranhos, que estava no PL, fez a migração silenciosa, mas estratégica. Já aparece no programa partidário e circula como pré-candidato a deputado federal. Nos bastidores, ninguém se espanta: dois mandatos bem avaliados, um nome forte no Oeste e trânsito fácil com o governo estadual — a equação fecha sozinha.

A filiação foi sem alardes, mas o movimento é daqueles que mexem no xadrez regional. Afinal, Paranhos, que atualmente é secretário de Turismo do Paraná, nunca deixou de ser um dos players mais relevantes da política paranaense. O jogo está apenas começando.

Cassação na pauta

A quarta-feira foi tensa nos corredores da Câmara de Curitiba. A Comissão Processante decidiu, por 3 a 0, levar ao plenário o pedido de cassação da vereadora Professora Angela (PSOL). O relator, Olimpio Araujo Junior (PL), teve o voto acompanhado por Renan Ceschin (Pode) e Zezinho Sabará (PSD). A sessão, longa e acompanhada pelos advogados da defesa, concluiu que a distribuição de uma cartilha sobre Redução de Danos, em audiência pública da parlamentar, extrapolou os limites institucionais. A CP considerou improcedentes aspectos penais, mas viu quebra de decoro pelo impacto negativo à imagem da Casa.

Debate técnico ou desgaste político?

A Comissão Processante evitou entrar no mérito ideológico da discussão sobre políticas de drogas, reconheceu até a legitimidade do debate, mas apontou problemas na forma e no conteúdo da cartilha divulgada pelo gabinete. No voto, Olimpio Araujo Junior afirmou que o material não tinha respaldo técnico nem supervisão sanitária, e que a vereadora exerceu comando sobre sua produção. Para a CP, houve ação “consciente e voluntária”, seguida de imprudência, ao associar a Câmara a um material sem validação. O parecer conclui pela quebra de decoro, abrindo caminho para que o plenário decida o futuro político de Professora Angela.

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