Pastor e ativista, Jesse Jackson morre aos 82 anos nos Estados Unidos
Líder histórico dos direitos civis faleceu em paz, cercado pela família, segundo comunicado oficial

O pastor e ativista norte-americano Jesse Jackson morreu nesta segunda-feira (16), conforme comunicado divulgado pela família. “Ele morreu hoje em paz, rodeado pela sua família”, informaram em nota oficial.
Reconhecido internacionalmente pelo compromisso com a justiça, a igualdade e os direitos humanos, Jackson foi uma das principais vozes do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Ele concorreu duas vezes à nomeação presidencial do Partido Democrata, em 1984 e 1988.
A família destacou que ele dedicou a vida à defesa dos oprimidos, dos que não tinham voz e dos esquecidos em todo o mundo. “Dividimos o nosso pai com o mundo e, em troca, o mundo passou a fazer parte da nossa família alargada”, afirmou o comunicado.
Em 2017, Jackson anunciou que lutava contra a doença de Parkinson, passando a limitar as aparições públicas. Ainda assim, manteve posicionamentos firmes contra a injustiça racial, inclusive durante o período do movimento Black Lives Matter.
Nascido em um contexto de forte segregação racial, participou de momentos históricos da luta pela igualdade nos Estados Unidos. Esteve ao lado de Martin Luther King em Memphis, em 1968, quando o líder foi assassinado.
Sua trajetória também foi marcada por controvérsias, como declarações consideradas antissemitas em 1984 e o apoio público ao cantor Michael Jackson durante o julgamento por abuso sexual em 2005.
A família pediu que o legado do ativista seja honrado com a continuidade da luta pelos valores que pautaram sua vida.
