Petrobras anuncia aumento de 55% no querosene de aviação em meio à alta do petróleo
Reajuste impacta diretamente custos das companhias aéreas e ocorre em cenário de tensão internacional com disparada no preço do barril

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível utilizado por aviões e helicópteros e considerado um dos principais custos operacionais das companhias aéreas.
O valor do QAV é atualizado mensalmente pela estatal, sempre no primeiro dia de cada mês. O aumento expressivo ocorre em meio à escalada do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Irã.
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Nos meses anteriores, os reajustes haviam sido mais modestos: em março, a alta média foi de 9%, enquanto em fevereiro houve redução de 1% no preço do combustível.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os combustíveis representam cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas, o que indica possível impacto nas tarifas ao consumidor.
A nova tabela de preços, divulgada pela Petrobras, mostra variações entre 53,4% e 56,3% nos 14 pontos de venda do país. Em Ipojuca (PE), onde está localizada a refinaria Abreu e Lima, o litro do QAV passou de R$ 3,49 para R$ 5,40. Já em São Luís (MA), o preço subiu de R$ 3,45 para R$ 5,38, sendo um dos menores valores registrados.
A Petrobras responde por cerca de 85% da produção nacional de QAV, embora o mercado seja aberto à concorrência de outras empresas produtoras e importadoras.
A disparada nos preços do combustível está diretamente ligada ao cenário internacional. O conflito no Irã teve início em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel, afetando uma das regiões mais estratégicas para a produção e escoamento de petróleo no mundo, especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção global.
Com isso, o barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, ultrapassou os US$ 100 nesta semana, sendo cotado pouco acima de US$ 101 — valor significativamente superior aos cerca de US$ 70 registrados antes do início do conflito.
