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PF nega “ciúmes” da Receita e diz que vetou gravações de “Aeroporto: Área Restrita” por segurança

Unafisco atribuiu a suspensão a uma disputa institucional; PF afirma que decisão segue regras de acesso às Áreas Restritas de Segurança e normas da aviação civil.

A Polícia Federal rebateu a versão de que teria agido por “ciúme institucional” da Receita Federal ao restringir filmagens da série “Aeroporto: Área Restrita” em aeroportos brasileiros. Em nota, a corporação afirmou que respeita as competências da Receita como autoridade aduaneira, mas sustentou que a responsabilidade pela supervisão da segurança aeroportuária nas áreas restritas cabe à PF, conforme previsão legal e normas específicas do setor.

Segundo a Polícia Federal, o veto ao acesso de equipes de filmagem às chamadas Áreas Restritas de Segurança (ARS) decorre do cumprimento de regras constitucionais e regulamentares relacionadas à segurança da aviação civil. A corporação citou o PNAVSEC e normas da Anac, argumentando que esse tipo de área exige controle rigoroso de acesso e que a produção audiovisual não se enquadra como necessidade operacional.

A reação ocorre após declarações da Unafisco, associação que representa auditores fiscais da Receita, atribuindo a suspensão das gravações a uma disputa entre órgãos. Em entrevista, o presidente da entidade, Kleber Cabral, disse que a decisão estaria ligada ao destaque dado pelo programa ao trabalho da Receita.

Produção diz que havia autorizações e cita mudança de decisão

A produtora Moonshot Pictures informou que a oitava temporada começou a ser gravada no fim de 2025 com autorizações concedidas para filmagens em aeroportos como Viracopos, Galeão e Pinto Martins. A empresa afirmou que, no início de 2026, a PF negou credenciamento em Guarulhos e revogou permissões já concedidas em outros terminais, o que levou à suspensão da temporada em diferentes locais.

Ainda na nota, a Polícia Federal afirmou que “narrativas” que reduzem o tema a conflito institucional ignoram a gravidade das responsabilidades relacionadas à segurança da aviação civil, tratada como prioridade jurídica e regulatória.

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