Prefeito de Cantagalo anuncia paralisação de máquinas e critica presidente da Câmara
João Konjunski afirma que queda nos repasses e emendas impositivas comprometem as contas do Município; Eliel Zimmermann ainda não havia se manifestado até o fechamento da reportagem

O prefeito de Cantagalo, João Konjunski (PSD), e o presidente da Câmara de Vereadores, Eliel Zimmermann (PL), entraram em rota de colisão após o chefe do Executivo anunciar, na manhã desta segunda-feira (31), a paralisação do parque de máquinas do Município.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Konjunski afirmou que os serviços serão reduzidos e que permanecerão em funcionamento apenas as áreas consideradas essenciais, como saúde, educação e coleta de lixo. Segundo o prefeito, a medida deverá durar inicialmente de cinco a dez dias.
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Konjunski atribuiu a decisão, entre outros fatores, às emendas impositivas apresentadas pela Câmara de Vereadores. De acordo com ele, o Município não teria condições financeiras de cumprir os valores definidos pelo Legislativo sem comprometer a manutenção dos serviços públicos.
O prefeito também citou uma queda nos repasses provenientes do Imposto de Renda e do IPVA. Segundo Konjunski, a redução já representa aproximadamente R$ 1 milhão e poderá chegar a R$ 1,8 milhão até o fim do ano.
“Já não estamos conseguindo tocar assim”, afirmou.
Apesar de diversos vereadores terem apresentado emendas impositivas, o prefeito direcionou as principais críticas ao presidente da Câmara. Konjunski afirmou que Zimmermann teria conhecimento da situação financeira do Município e saberia dos impactos que as medidas poderiam provocar.
“O presidente da Câmara sabia muito bem o que estava fazendo e ele já governou junto e sabe da receita”, declarou.
Konjunski afirmou ainda que não responsabiliza os demais vereadores, alegando que parte dos parlamentares não teria conhecimento dos efeitos financeiros das emendas. Em tom de crítica, chamou o presidente do Legislativo de “muito sabidinho” e afirmou que a mudança de postura seria motivada por “inveja e ciúme”.
“Então hoje nós determinamos a parada de todos os maquinários do setor de máquinas. Só vai ficar a saúde, a educação e o lixo”, declarou o prefeito.
Segundo Konjunski, a retomada das atividades do Município dependerá de um recuo por parte do presidente da Câmara. Caso isso não aconteça, o prefeito afirmou que as emendas impositivas serão cumpridas, mas que o Município permanecerá paralisado.
A reportagem entrou em contato com o presidente da Câmara de Vereadores, Eliel Zimmermann, para que ele pudesse apresentar sua versão sobre as declarações do prefeito. Até o fechamento desta matéria, porém, a mensagem ainda não havia sido visualizada e não houve manifestação do parlamentar.
