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Presidente do Miss Universo vira alvo de investigação por tráfico internacional no México

Foto: Reprodução

Raúl Rocha Cantú, dono do concurso, é acusado de chefiar rede de contrabando de combustível, drogas e armas entre Guatemala e México

Logo após a polêmica coroação da mexicana Fátima Bosch como Miss Universo 2025, o comando do concurso entrou no centro de uma nova controvérsia. O empresário Raúl Rocha Cantú, atual presidente e proprietário do Miss Universo, passou a ser investigado pelo Ministério Público Federal do México por suspeita de envolvimento em tráfico internacional e contrabando.

De acordo com o jornal mexicano Reforma, Rocha prestou depoimento à Fiscalía General de la República (FGR) e assinou um acordo de colaboração premiada na quarta 26. As autoridades apuram se ele seria líder de uma organização criminosa responsável por um esquema de contrabando de combustível por via fluvial entre a Guatemala e o território mexicano, além de suspeitas ligadas a drogas e armas.

O Ministério Público abriu procedimento formal de investigação e expediu mandados de prisão contra 13 pessoas, entre elas servidores públicos e integrantes de forças de segurança. A FGR informou que os elementos ainda estão sendo consolidados e que, à medida que as provas forem confirmadas, a situação jurídica de Rocha será detalhada oficialmente.

Concurso sob suspeita

O escândalo estoura dias depois da escolha de Fátima Bosch, representante do México, como Miss Universo 2025, em 20. A decisão foi contestada por parte do júri e por candidatas.

A ex-Miss Canadá Natalie Glebova, que integrou o painel de jurados, chegou a questionar publicamente a legitimidade do resultado. Já o jurado Omar Harfouch renunciou ao posto pouco antes da final, alegando fraude e acusando Raúl Rocha Cantú de favorecer a candidata mexicana em razão de sua proximidade com a família da vencedora.

A organização do Miss Universo nega qualquer interferência indevida no resultado e afirma que o processo seguiu as regras previstas no regulamento do concurso. Enquanto isso, o avanço das investigações no México tende a manter o nome de Rocha e do evento sob forte pressão internacional.

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