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Psicólogo é investigado por adotar gatos e matá-los em ritual macabro

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou um inquérito para investigar um psicólogo de 30 anos, morador do Gama, suspeito de adotar gatos de pelagem cinza e rajada para realizar experimentos com os animais. A investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA).

De acordo com a PCDF, o suspeito procurava protetores de animais e ONGs pedindo para adotar gatos com essas características específicas. Cerca de um mês após levar um animal para casa, ele alegava que o gato havia desaparecido e solicitava outro. Entre setembro de 2024 e março de 2025, o homem adotou pelo menos 15 gatos seguindo o mesmo padrão.

Confissão em áudio levanta suspeitas sobre experimentos

As cuidadoras dos gatos só começaram a desconfiar da situação após uma série de adoções com o mesmo perfil. Em um áudio obtido pela polícia, o suspeito confessou que já havia trabalhado com experimentação animal, o que levantou suspeitas sobre o destino dos felinos.

Até o momento, ainda não se sabe quais tipos de experimentos eram realizados, e a polícia não encontrou nenhum dos gatos adotados. O delegado-chefe da DRCA, Jônatas Silva, afirmou que a possibilidade de os animais estarem vivos é baixa, mas as investigações seguem para esclarecer o caso.

Crimes e penalidades

O psicólogo foi indiciado por crimes contra três dos 15 gatos que adotou. Cada crime de maus-tratos a animais pode gerar uma pena de até cinco anos de reclusão, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

Além disso, a polícia investiga se há outros envolvidos na prática ou se o suspeito agia sozinho. Durante seu interrogatório, realizado na última sexta-feira (14/3), o homem optou por ficar em silêncio.

As investigações continuam para reunir mais provas e determinar a extensão do crime.

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