Quase 8 mil migrantes morreram ou desapareceram em rotas perigosas no último ano, aponta OIM
Travessias marítimas rumo à Europa lideram número de vítimas; “naufrágios invisíveis” dificultam contabilização real

Cerca de 7.904 pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias ao redor do mundo no último ano, segundo relatório divulgado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à Organização das Nações Unidas. Apesar de inferior ao recorde de 9.197 casos registrados em 2024, o número pode estar subestimado devido a cerca de 1.500 ocorrências não verificadas após cortes em programas de ajuda.
De acordo com a OIM, mais de 40% das mortes e desaparecimentos ocorreram em rotas marítimas com destino à Europa, consideradas as mais letais. Muitos desses casos são classificados como “naufrágios invisíveis”, quando embarcações desaparecem no mar sem deixar vestígios.
A rota da África Ocidental rumo ao norte concentrou cerca de 1.200 mortes, enquanto a Ásia registrou números recordes, incluindo centenas de refugiados Rohingya que fugiam da violência em Mianmar e das condições precárias em campos de Bangladesh.
Para especialistas da OIM, os dados refletem um “fracasso coletivo” em evitar tragédias, agravadas por conflitos, mudanças climáticas e políticas migratórias mais restritivas.