RSF massacra civis em Gezira, agravando crise humanitária no Sudão

Cartum (Sudão) – Um novo ato de violência chocou o Sudão nesta sexta-feira (25), quando as Forças de Apoio Rápido (RSF) perpetraram um massacre em uma vila do estado de El Gezira, matando ao menos 124 civis, segundo relatos de ativistas pró-democracia.
O brutal ataque, alegadamente em retaliação à rendição do oficial Abuagla Keikal ao exército no último domingo, demonstra a crescente escalada da violência no país. A RSF acusa o exército de armar civis e utilizar forças sob o comando de Keikal para provocá-los.
A região de Gezira tem sido palco de uma onda de violência nos últimos meses, com relatos de saques, assassinatos em massa e deslocamento de centenas de milhares de pessoas. Testemunhas descrevem um cenário de terror, com a RSF perpetrando atrocidades contra a população civil.
Crise humanitária sem precedentes
O conflito entre a RSF e o exército sudanês, que se intensificou em abril de 2023, mergulhou o país em uma das piores crises humanitárias do mundo. Mais de 11 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar seus lares, enquanto partes do país enfrentam fome extrema. A guerra atraiu a atenção de potências estrangeiras, que têm fornecido apoio material a ambos os lados do conflito.
A disputa pelo poder entre a RSF e o exército, que antes compartilhavam o poder, explodiu em um momento crucial para o Sudão, que buscava uma transição para um governo civil após um golpe militar em 2021. A violência contínua ameaça os esforços para estabilizar o país e restaurar a ordem.
Apelo por intervenção internacional
A comunidade internacional tem sido instada a intensificar os esforços para pôr fim ao conflito no Sudão e garantir a proteção dos civis. Organizações humanitárias alertam para a necessidade urgente de assistência humanitária para as milhões de pessoas afetadas pela guerra.
A escalada da violência em Gezira demonstra a urgência de uma solução política para o conflito no Sudão. A falta de perspectivas de um acordo de paz coloca em risco o futuro do país e a vida de milhões de sudaneses.