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“Serial killer” de Guarulhos é transferida para Tremembé; defesa diz que ela está assustada

Reprodução/TJSP

Ana Paula Veloso Fernandes responde por quatro homicídios por envenenamento e agora cumpre preventiva em unidade conhecida por abrigar casos de grande repercussão

A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou a transferência de Ana Paula Veloso Fernandes para a Penitenciária de Tremembé, no interior paulista. Universitária e denunciada por quatro homicídios qualificados com uso de veneno, ela está em prisão preventiva enquanto o processo avança. A irmã gêmea, Roberta Cristina Veloso Fernandes, apontada pela investigação como parceira no planejamento, foi enviada para um presídio na zona norte da capital.

Tremembé ficou conhecida por receber condenados de casos amplamente noticiados. A SAP não informou o dia exato da chegada de Ana Paula. Em videoconferência, o advogado Almir da Silva Sobral relatou que a cliente está assustada e afirmou que ela não confessou os crimes, embora tenha descrito como as mortes ocorreram.

As denúncias do Ministério Público de São Paulo indicam que as gêmeas atuaram de forma conjunta entre janeiro e maio de 2025. A apuração do 1º DP de Guarulhos aponta que as vítimas eram aliciadas após aproximação por amizade ou falso interesse afetivo e recebiam substância semelhante a “chumbinho” em alimentos ou bebidas. Mensagens obtidas pela investigação mostram o uso do código “TCC” para se referir aos homicídios e tratativas sobre valores em espécie. Em um dos casos, Ana Paula teria viajado a Duque de Caxias para matar Neil Corrêa da Silva.

A polícia sustenta que Roberta participou de forma consciente e voluntária, inclusive ajudando a queimar um sofá para eliminar vestígios. O processo registra discussões entre as irmãs sobre a divisão do dinheiro. A denúncia contra Roberta foi oferecida em 17 de outubro na Vara do Júri de Guarulhos. O juiz converteu a prisão temporária em preventiva e descreveu Ana Paula como serial killer devido ao grau de planejamento, reiteração e ocultação.

As diligências continuam para identificar novas vítimas, inclusive no Rio de Janeiro.

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