Silas Malafaia cita a Bíblia para justificar palavrões após áudios com Bolsonaro
O pastor Silas Malafaia usou passagens bíblicas para tentar justificar os palavrões que aparecem em áudios atribuídos a ele em conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro. As gravações vieram a público no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o líder religioso, que teve o celular apreendido.
Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Malafaia reconheceu que “de vez em quando” fala “palavras indevidas, até palavrões”, e disse que sua atitude pode ser compreendida à luz da Bíblia. Citou Mateus 7, quando Jesus disse “não julgueis para que não sejais julgados”, e a passagem em que o apóstolo Paulo afirma, na carta aos Romanos, que “o bem que quero fazer não faço, mas o mal que não quero, esse eu faço”.
O pastor também mencionou o Evangelho de João, afirmando que apenas quem não tem pecado poderia condená-lo: “Quem não tem pecado, que atire a primeira pedra”. Em outro momento, fez referência ao livro de Lamentações, dizendo que só não foi destruído por causa da misericórdia de Deus.
Malafaia acusou seus críticos de serem “fariseus e hipócritas” e afirmou que a divulgação dos áudios viola a Constituição, já que a privacidade é inviolável. Pediu perdão às pessoas que se sentiram ofendidas com os palavrões, mas disse que, segundo a Bíblia, “quem fica escandalizado é fraco”.
O pastor ainda reclamou de lideranças evangélicas que não o defenderam após os vazamentos, citando Provérbios: “Em todo o tempo ama o amigo, e na angústia nasce um irmão”.
As investigações da Polícia Federal seguem em andamento, e Malafaia admite que outros áudios com palavrões podem vir a público em decorrência da apreensão de seu telefone.