Suspeita de envenenar bolo com arsênico é encontrada morta na prisão no RS
Guaíba (RS) – Deise Moura dos Anjos, de 42 anos, suspeita de envenenar um bolo com arsênico no litoral do Rio Grande do Sul, foi encontrada morta na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba na manhã desta quinta-feira (13). A causa da morte ainda está sendo investigada pela Polícia Civil e pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).
Deise era suspeita de ter envenenado familiares com arsênico contido em um bolo na antevéspera do Natal de 2024, na cidade de Torres, no Rio Grande do Sul. Seis pessoas da família consumiram o bolo, resultando em três mortes: Maida Berenice Flores da Silva, 59 anos, Neuza Denize Silva dos Anjos, 65 anos, e Tatiana Denize Silva dos Anjos, 47 anos, respectivamente irmãs e sobrinha de Zeli dos Anjos, sogra de Deise. Um menino de dez anos, filho de Tatiana, também ingeriu o bolo e chegou a ser internado, mas recebeu alta logo depois. Zeli teve alta hospitalar após três semanas de internação.
A polícia trabalha com a hipótese de que Deise teria envenenado a farinha que a sogra utilizou para preparar o bolo. À época, a perícia encontrou altas dosagens de arsênico no ingrediente. Deise estava presa preventivamente desde o dia 5 de janeiro, suspeita de triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e uso de veneno. A polícia também encontrou notas de compra de arsênico em um celular de Deise que foi apreendido.
A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) do Rio Grande do Sul informou que Deise foi encontrada sem vida durante a conferência matinal na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba. Segundo a autoridade gaúcha, Deise estava sozinha na cela, e ainda serão investigadas as circunstâncias da morte pela Polícia Civil e pelo IGP.
O caso do bolo envenenado de Torres chocou o país e ganhou repercussão nacional. A morte de Deise Moura dos Anjos na prisão levanta novas questões sobre o caso e a necessidade de investigação das circunstâncias de sua morte.
