Tarcísio sinaliza incômodo com pressão por candidatura em 2026

Governador de São Paulo considera “prematura” a discussão sobre sucessão presidencial e deve decidir apenas em março de 2025
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), demonstrou incômodo com a pressão de aliados de centro e de direita que pedem uma definição antecipada sobre sua possível candidatura à Presidência da República em 2026.
Segundo fontes próximas ao governador ouvidas pela CNN, Tarcísio tem considerado a discussão “prematura” e avalia que qualquer decisão sobre o pleito só deve ocorrer no início do próximo ano.
Pressão dos aliados
Partidos de centro-direita pressionam para que o nome de Tarcísio seja oficializado até dezembro deste ano, com o argumento de que a candidatura fortaleceria o grupo político para disputar espaço com o governo federal.
Por outro lado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem repetido que Tarcísio deve buscar a reeleição em São Paulo, deixando a disputa presidencial para 2030.
Em conversas reservadas, o governador tem reafirmado que o cenário eleitoral ainda é incerto e que a prioridade no momento é a administração paulista.
Avaliação no Palácio dos Bandeirantes
A equipe mais próxima de Tarcísio defende que, diante da recuperação da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas, o melhor caminho seria evitar um confronto direto em 2026 e consolidar uma nova gestão estadual para uma candidatura nacional futura.
Segundo interlocutores, o governador tem dito que só tomará uma decisão definitiva em março de 2025, e até lá mantém a posição de disputar apenas a reeleição ao governo paulista.
Divisão entre aliados
Enquanto o presidente do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, defende o lançamento da candidatura presidencial até o fim de 2024, aliados de Bolsonaro no Congresso preferem cautela. O receio é de que um apoio antecipado fragilize a articulação política pela anistia ao ex-presidente.
Bolsonaro, por sua vez, já deixou claro que não pretende apoiar nenhum nome antes de 2026, mantendo a estratégia de postergar definições para evitar divisões no campo da direita.