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Tensão no Oriente Médio pressiona dólar, derruba Bolsa e faz petróleo disparar

Incertezas entre EUA e Irã elevam aversão ao risco e movimentam mercados globais

O mercado financeiro teve um dia de forte volatilidade nesta quinta-feira (26), refletindo as incertezas sobre um possível cessar-fogo no Oriente Médio. Declarações divergentes entre Estados Unidos e Irã aumentaram a tensão geopolítica e levaram investidores a buscar ativos considerados mais seguros.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,256, com alta de 0,69%. A moeda chegou a oscilar ao longo do pregão, recuando no fim da manhã e voltando a subir no período da tarde. No mês, acumula valorização de 2,38%, embora ainda registre queda de 4,24% em 2026.

A pressão sobre o câmbio ocorreu mesmo após intervenções do Banco Central, que realizou leilões de linha e injetou US$ 1 bilhão no mercado, sem conseguir conter a alta da moeda.

Na Bolsa, o cenário também foi negativo. O Ibovespa recuou 1,45%, aos 182.732 pontos, interrompendo uma sequência de três altas. O desempenho acompanhou a queda nas bolsas internacionais, especialmente em Nova York, diante da cautela dos investidores.

Além do cenário externo, dados de inflação no Brasil também influenciaram o humor do mercado. O IPCA-15 de março subiu 0,44%, acima das expectativas, reforçando preocupações com a trajetória inflacionária.

No mercado de commodities, o petróleo disparou. O barril do tipo Brent subiu cerca de 5,7%, atingindo US$ 108,01, impulsionado pelo temor de interrupções no fornecimento global de energia em meio à escalada das tensões na região do Golfo Pérsico.

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