Trump demite procuradora-geral dos EUA após pressão política e polêmicas
Saída de Pam Bondi ocorre em meio a críticas sobre condução do caso Epstein e atuação no Departamento de Justiça

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu nesta quinta-feira (2) a procuradora-geral Pam Bondi, após crescente insatisfação com sua atuação à frente do Departamento de Justiça. A decisão foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca.
Entre os principais motivos para a saída estão críticas à condução dos arquivos relacionados ao financista Jeffrey Epstein, além da suposta lentidão em agir contra adversários políticos de Trump. O presidente também demonstrava frustração com o desempenho geral da procuradora.
Em publicação nas redes sociais, Trump elogiou Bondi como “grande patriota americana” e afirmou que ela seguirá para a iniciativa privada. Para o comando interino do Departamento de Justiça, foi indicado o vice-procurador-geral Todd Blanche, ex-advogado pessoal do presidente.
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Durante sua gestão, Bondi foi uma aliada firme da agenda de Trump, sendo criticada por romper com a tradição de independência do Departamento de Justiça em relação à Casa Branca. A condução dos arquivos de Epstein, no entanto, se tornou o principal foco de desgaste político, inclusive entre aliados republicanos.
A polêmica reacendeu questionamentos sobre a relação passada entre Trump e Epstein, embora o presidente sustente que o vínculo tenha sido encerrado há décadas. A divulgação de milhões de páginas de documentos não foi suficiente para conter as críticas.
Bondi também enfrentou resistência por decisões internas, como a remoção de promotores ligados a investigações consideradas desfavoráveis ao presidente. Críticos apontaram interferência política e abandono do princípio de imparcialidade.
Esta é a segunda mudança recente no alto escalão do governo Trump. Em março, a então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, também foi destituída do cargo após críticas à sua gestão.
A troca no comando do Departamento de Justiça pode sinalizar uma mudança de estratégia do governo, com possível intensificação do uso do sistema judicial contra adversários políticos.