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Wagner Moura diz que “O Agente Secreto” não existiria sem Bolsonaro

Reprodução e Hugo Barreto/Metrópoles

Ator afirmou em entrevista ao The Daily Show que o filme nasceu da inquietação com o cenário político do Brasil entre 2018 e 2022 e disse que ecos da ditadura ainda estão presentes.

Wagner Moura chamou atenção ao afirmar que o filme O Agente Secreto não teria saído do papel sem a eleição de Jair Bolsonaro. Em entrevista ao talk show The Daily Show, o ator disse que a ascensão do ex-presidente foi um fator decisivo para a criação do projeto, que tem sido citado como forte candidato na corrida pelo Oscar 2026.

Segundo Moura, a obra nasceu da reação dele e do diretor Kleber Mendonça Filho ao que, na visão dos dois, estava acontecendo no Brasil no período entre 2018 e 2022. “Sem ele, nunca teríamos feito esse filme”, afirmou o ator ao comentar as motivações por trás do longa.

O artista também disse que já chegou a mencionar Bolsonaro de forma irônica em uma premiação em Cannes, ao agradecer diretamente ao ex-presidente. Na mesma entrevista, Moura declarou que, para ele, certos discursos e símbolos ligados ao período da ditadura militar ainda repercutem no país e influenciam debates atuais.

Ao falar sobre memória histórica, o ator defendeu a importância de lembrar o passado recente do Brasil e afirmou que esse tipo de registro é essencial para as novas gerações. Na entrevista, Moura também fez comentários sobre o cenário político do país, incluindo declarações sobre a situação de Bolsonaro, citadas por ele durante a conversa.

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