PARANÁ HISTÓRICO

A farinheira do Sr. Léo em Campo Mourão



Em 1969, em Campo Mourão, na Avenida Comendador Norberto Marcondes 2125, na esquina com a então Rua Muquilão (hoje conhecida como Rua Peabiru), havia uma movimentação constante em frente à fábrica de farinha de milho do Sr. Leonardo Glinski. A fachada da fábrica ainda ostentava a placa da antiga sociedade com os irmãos Stanizevski, embora essa parceria já tivesse sido desfeita.

A fábrica não era apenas um local de trabalho, mas um ponto de encontro e convivência. Na foto tirada naquele ano, podemos ver uma das carretas que vinham mensalmente de Poços de Caldas, Minas Gerais, para comprar milho na cerealista do meu pai. Essas carretas eram parte vital da rotina da fábrica, transportando o precioso cereal de volta para Minas Gerais, garantindo a continuidade da produção de farinha.

Na imagem, estou sentada em cima da carga, ao lado do Joaquim. Logo à frente, meu pai, Leonardo Glinski, aparece segurando a chaleira do chimarrão, símbolo de suas raízes e da tradição que ele mantinha viva mesmo durante o trabalho. Ele está de pé no chão, sendo o segundo homem à esquerda, um homem dedicado que comandava a Farinheira com zelo e compromisso.

A Farinheira do Sr. Léo não era apenas um negócio, mas uma extensão da nossa família. Cada viagem, cada saco de milho, cada momento registrado na memória e nas fotografias, compõe a memória da nossa história em Campo Mourão.

Texto: Silvia Rita Glinski Sefrin transcrito da página Campo Mourão D

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