Assessor de Milei diz que tem dor de barriga quando vê homens se beijando e justifica: “questão hormonal”

Carlos Rodríguez, um dos principais assessores do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, e renomado economista, causou polêmica com declarações consideradas homofóbicas durante uma entrevista na quinta-feira, 23 de novembro. Em uma conversa no canal LN+, Rodríguez fez comentários discriminatórios ao expressar desconforto ao ver dois homens se beijando, alegando ser uma “questão hormonal”.
Durante o programa apresentado pelo jornalista Luis Novaresio, que é abertamente homossexual, Rodríguez disse: “Se eu vejo duas mulheres se beijando, adoro. Mas, se vejo dois homens se beijando, me dói a barriga”. Essa declaração gerou imediatas reações, especialmente quando Novaresio, em uma tentativa de confrontar essa visão, convidou Rodríguez a acompanhá-lo em uma marcha do orgulho gay. Rodríguez recusou o convite, reiterando seu desconforto e atribuindo-o a uma suposta “questão hormonal”.
Essas observações do assessor econômico vieram acompanhadas de uma alegação polêmica sobre a testosterona, sugerindo que homossexuais não entendem o problema hormonal envolvido. Rodríguez afirmou: “Há um problema que vocês precisam entender, que é a testosterona, há um problema hormonal”.
Novaresio rebateu as declarações de Rodríguez, destacando que sua orientação sexual não tem relação com a quantidade de testosterona. Ele ressaltou que a verdadeira dor de barriga deveria ser causada por questões como jovens sendo expulsos de casa ou discriminados no trabalho por serem gays.
Rodríguez é membro da Liberdade Avança, um partido fundado por Milei. Ele também é o chefe do conselho de assessores econômicos do partido. Com um doutorado pela Universidade de Chicago, Rodríguez é uma figura influente, tendo fundado o Centro de Estudos Macroeconômicos (Cema) de Buenos Aires e servido como seu reitor por mais de duas décadas.