Campanha “A moto mais mortal do mundo” inicia com blitz educativa e instalação de antenas corta-pipas em Curitiba
Ação da Escola Pública de Trânsito distribuiu material educativo e equipamentos de segurança a motociclistas no Centro Cívico

A Escola Pública de Trânsito de Curitiba, ABC Trânsito, realizou na manhã desta segunda-feira (19/1) a primeira blitz educativa da campanha “A moto mais mortal do mundo”, no Centro Cívico. A iniciativa tem como foco a conscientização dos motociclistas sobre a segurança no trânsito e a prevenção de acidentes graves e fatais.
Durante a ação, além da distribuição de material informativo, foram instaladas antenas corta-pipas nas motocicletas abordadas. Ao todo, cerca de 3.500 antenas serão colocadas gratuitamente em blitze educativas itinerantes até o mês de abril, como forma de reforçar a proteção dos motociclistas contra linhas com cerol.
O motoboy Alexandro Miranda, que atua há mais de cinco anos com entregas, contou que ainda não utilizava o equipamento de segurança. “Eu quase fui atingido por um fio de cerol que cortou o capacete e quase atingiu meu olho. Agora, com a antena corta-pipas, estou mais seguro. Para andar na estrada, essa proteção é muito importante”, relatou.
Outro participante da blitz, Gustavo Henrique Padilha, que trabalha com serviços de motofrete, também destacou os riscos enfrentados diariamente. “A linha de cerol passou muito perto do meu pescoço e chegou a cortar minha jaqueta. Esse equipamento vai trazer mais segurança. É um bom produto para nossa proteção”, afirmou.
A diretora da Escola Pública de Trânsito, Melissa Puertas Sampaio, explicou que a instalação da antena corta-pipas é obrigatória para motos utilizadas no transporte de cargas e passageiros, conforme o artigo 139-A do Código de Trânsito Brasileiro e resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). “Além de conscientizar, entregamos um item que salva vidas. Para quem usa a moto no lazer ou no deslocamento diário, a antena é altamente recomendável”, alertou.
O motoboy Fernando Rodrigues também aprovou a iniciativa. “Esse trabalho mostra a preocupação com a vida dos motociclistas e com os acidentes que podem acontecer por causa das linhas de cerol”, disse.
A moto mais mortal do mundo
A campanha “A moto mais mortal do mundo” chama atenção para os riscos enfrentados pelos motociclistas, um dos grupos mais vulneráveis no trânsito. Uma das ações simbólicas foi a construção de uma motocicleta com peças de outras 12 motos envolvidas em acidentes com vítimas fatais em Curitiba. O veículo representa histórias de vidas perdidas e serve como ponto de partida para estimular a prudência e a mudança de comportamento no trânsito.
Segundo o superintendente de Trânsito de Curitiba, Gustavo Garrett, os números são alarmantes. “A moto é hoje o nosso modal mais crítico em acidentes e fatalidades. Registramos, em média, uma morte de motociclista a cada cinco dias na cidade. Precisamos trabalhar juntos para que nenhuma morte aconteça mais”, enfatizou.