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Governo brasileiro quita R$ 3,8 bilhões em dívidas internacionais

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em um marco importante para a saúde financeira do país, o governo brasileiro anunciou a quitação de R$ 3,8 bilhões em dívidas com órgãos internacionais em 2023. Desse total, R$ 1,4 bilhão corresponde ao exercício financeiro atual, enquanto o restante abrange obrigações de anos anteriores.

Essa notícia foi divulgada durante a 63ª Reunião Ordinária do Conselho do Mercosul, realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, 6 de dezembro. Neste mesmo evento, o Brasil efetuou um pagamento de R$ 14,6 milhões ao Instituto Social do Mercosul (ISM), reafirmando seu compromisso com as responsabilidades regionais.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, aproveitou a ocasião para fazer um balanço da atuação do Brasil sob a presidência pro tempore do Mercosul, destacando um sistema de rotatividade semestral entre os países membros. Ele relembrou que, em abril de 2023, o Brasil já havia realizado um pagamento significativo de cerca de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 500 milhões) ao Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), demonstrando a seriedade do país em cumprir suas obrigações financeiras.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também presente na reunião, enfatizou a dedicação do governo em honrar esses débitos. “O esforço para quitar dívidas atrasadas reflete o compromisso da gestão do presidente Lula com soluções negociadas e a busca por uma maior integração com nossos vizinhos”, declarou Tebet.

De acordo com informações oficiais, o Brasil acumulou aproximadamente R$ 5 bilhões em dívidas com cerca de 120 órgãos internacionais, a maior parte nos últimos seis anos. Com os recentes pagamentos, o país reduziu significativamente seu passivo, restando agora R$ 1,2 bilhão a ser quitado até o final do ano.

Essas ações demonstram um esforço contínuo do governo brasileiro em regularizar sua posição financeira internacional, fortalecendo sua credibilidade e relações diplomáticas. O pagamento dessas dívidas é um passo importante para o Brasil no cenário global, especialmente em termos de cooperação econômica e estabilidade financeira.

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