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MUNDO

Governo Trump proíbe entrada de Alexandre de Moraes e seus aliados nos EUA

Medida é anunciada após lobby de Eduardo Bolsonaro e ocorre no mesmo dia em que PF impôs tornozeleira eletrônica a Jair Bolsonaro

Foto: Nathan Howard

Washington – O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (18) a proibição da entrada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e de seus “aliados” na corte. A medida também se estende a familiares diretos dos alvos. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, por meio de uma publicação em rede social.

“Ordenei a revogação de visto para Moraes e seus aliados na corte, assim como para familiares diretos, imediatamente”, declarou Rubio. Segundo ele, a decisão foi motivada pelo que classificou como uma “caça às bruxas política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por violações de direitos fundamentais cometidas, segundo ele, não apenas contra brasileiros, mas também contra cidadãos americanos.

Rubio afirmou ainda que o presidente Trump já havia deixado claro que tomaria medidas contra estrangeiros envolvidos em ações de censura. No entanto, o comunicado não especifica quais ministros do STF estão incluídos na decisão, nem dá detalhes sobre como a medida será formalizada. Também não há, até o momento, menção a eventuais sanções econômicas ou congelamento de ativos pertencentes ao ministro Alexandre de Moraes nos Estados Unidos — hipótese que chegou a ser cogitada por apoiadores de Bolsonaro.

A retaliação ocorre após meses de articulação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que percorreu Washington buscando apoio de parlamentares republicanos e membros do governo Trump contra Moraes, a quem acusa de perseguir bolsonaristas e violar liberdades civis.

A ordem de Trump foi divulgada no mesmo dia em que Jair Bolsonaro foi alvo de nova operação da Polícia Federal no Brasil. O ex-presidente teve a liberdade ainda mais restringida: foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de se aproximar de embaixadas e consulados estrangeiros. Ele é investigado por tentar articular medidas no exterior que comprometeriam a soberania nacional.

Alexandre de Moraes tem sido figura central nas investigações contra aliados de Bolsonaro desde a gestão passada. Ele foi relator dos principais inquéritos que atingiram o bolsonarismo no STF e presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos bastidores, a família Bolsonaro vem pressionando pela aprovação de uma anistia no Congresso Nacional, visando livrar de condenações os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e na suposta tentativa de golpe de 2022. A revogação das tarifas impostas por Trump ao Brasil, segundo interlocutores do ex-presidente, estaria condicionada à aprovação dessa anistia.

Bolsonaro, atualmente inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral, é apontado como líder de uma organização criminosa que tentou impedir a posse de Lula. Caso seja condenado pelos crimes em investigação — que incluem tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de Direito e deterioração de patrimônio público — ele pode pegar mais de 40 anos de prisão.

Com informações da Folha de S. Paulo

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