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Homem é preso por manter filha em cárcere privado e agredi-la em Goioxim

Vítima relatou agressões físicas, ameaças de morte e foi impedida de sair da propriedade por semanas; armas foram apreendidas na residência

Armas apreendidas na residência, encontradas no forro da casa – Foto: PMPR

Goioxim (PR) – Um homem foi preso nesta quinta-feira (24) na estrada rural Faxinal Araras, em Goioxim, após ser acusado de manter a própria filha em cárcere privado e agredi-la fisicamente. O caso veio à tona após um ex-namorado da vítima procurar a Polícia Militar, relatando ter recebido mensagens e um áudio, nos quais a mulher aparentava estar em situação de risco e sofrendo ameaças.

A denúncia indicava que a jovem estaria sendo impedida de sair de casa pelo próprio pai. Com o apoio da Patrulha Rural, os policiais foram até a localidade indicada, onde encontraram o suspeito. Após autorização para conversar com a filha, a equipe colheu o relato da vítima, que confirmou estar sendo mantida dentro dos limites da propriedade há cerca de três semanas.

Durante a conversa com os policiais, a jovem contou que, no mesmo dia, foi espancada pelo pai com socos no rosto, boca e abdômen, além de chutes nas pernas e costas. Segundo ela, também foi asfixiada e puxada pelos cabelos. Os policiais constataram lesões visíveis, especialmente na boca.

Questionado sobre a posse de armas, o suspeito admitiu manter uma pistola e um revólver no forro do quarto. As armas foram localizadas e apreendidas. Após os procedimentos iniciais, a vítima retirou seus pertences e foi levada à UPA de Goioxim para a confecção do laudo de lesões corporais. Ela relatou ainda ter sido ameaçada de morte caso deixasse a propriedade e disse que já havia sido agredida anteriormente, além de ter sido impedida de frequentar a universidade por alguns dias.

O autor foi encaminhado, sem o uso de algemas, para a Delegacia de Polícia de Cantagalo, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. A vítima foi transportada em outra viatura e permanece sob cuidados, temendo por sua segurança. O caso foi enquadrado nos crimes de sequestro e cárcere privado, ameaça, lesão corporal no contexto de violência doméstica e posse irregular de arma de fogo

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