JUSTIÇA

Júri absolve homem que deu chibatadas no genro após agressões contra filha grávida

Réu admitiu agressões, mas negou intenção de matar; Conselho de Sentença rejeitou acusações de tentativa de homicídio, sequestro e porte ilegal de arma

O Tribunal do Júri de Irecê absolveu um homem acusado de tentar matar o próprio genro após descobrir que ele agredia sua filha, que estava grávida à época dos fatos. O Conselho de Sentença rejeitou as acusações de tentativa de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, além de porte ilegal de arma.

Assistido pela Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA), o réu não negou as agressões. Em plenário, admitiu ter levado uma faca e um chicote ao encontro com o genro, mas afirmou que sua intenção era apenas “dar uma lição”, e não matar.

Acusação

O Ministério Público da Bahia (MP/BA) denunciou o homem por tentativa de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado e porte ilegal de arma, em razão de um episódio ocorrido na zona rural do município.

Segundo a denúncia, o acusado teria levado o genro até uma área de roça, onde o rendeu com faca e arma de fogo, amarrou suas mãos e passou a agredi-lo como forma de vingança, após descobrir episódios de violência doméstica contra a filha grávida.

A sentença de pronúncia, mantida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ/BA), reconheceu indícios suficientes de autoria e materialidade, remetendo o caso a julgamento pelo Júri.

Depoimentos em plenário

Em seu depoimento, o genro afirmou que foi obrigado a deitar no chão sob ameaça de morte, teve as mãos amarradas e foi agredido com socos, chutes e coronhadas. Disse ainda que recebeu golpes com faca e que, em determinado momento, foi ameaçado de ser queimado com pneus.

Já o sogro confirmou ter agredido o genro com tapas e chicotadas e ter encostado a faca em seu pescoço, mas negou portar arma de fogo e sustentou que não tinha intenção de matar.

Aos jurados, declarou que apenas quis fazer o genro “sentir a dor” que sua filha teria sofrido e afirmou que, se quisesse matá-lo, teria feito no local. O Conselho de Sentença, ao final, decidiu pela absolvição do acusado.

O caso gerou repercussão na região e reacende o debate sobre justiça pelas próprias mãos e violência doméstica.

Com informações do Portal Migalhas

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