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Novo caso de morte por infecção rara de ameba “comedora de cérebro” registrado nos EUA

Foto: Reprodução

Um novo caso de morte após uma infecção rara pela ameba Naegleria fowleri, conhecida como “comedora de cérebro”, foi registrado nos Estados Unidos, informou o Departamento de Saúde do Estado da Geórgia. O homem contraiu o microrganismo após nadar em um lago na região, sendo diagnosticado com a meningoencefalite amebiana primária (PAM), uma condição grave que destrói o tecido cerebral, causando inchaço e geralmente a morte.

O comunicado alerta que a ameba vive no solo e em lagos quentes de água doce, rios, lagoas e fontes termais. No entanto, em água salgada, água potável e piscinas devidamente tratadas, não há risco de contaminação. O órgão de saúde ressalta que a ameba não é transmitida de pessoa para pessoa e que a infecção ocorre quando o líquido com o microrganismo sobe pelo nariz. Embora o risco de infecção seja baixo, os usuários recreativos de água devem estar cientes da possibilidade e limitar a quantidade de água que sobe pelo nariz durante o contato com águas doces e mornas.

Os casos de infecção pela ameba “comedora de cérebro” são raros, mas estão aumentando nos Estados Unidos devido às mudanças climáticas, conforme estudo publicado na revista científica Ohio Journal of Public Health. O aquecimento global tem levado a temperaturas mais altas, favorecendo a propagação da ameba. A maior parte dos relatos ainda ocorre nos estados do Sul, como Geórgia e Flórida, mas casos em outras regiões do país também têm sido registrados.

Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a infecção pela ameba Naegleria fowleri é altamente letal, matando mais de 97% das pessoas que a contraem. Dos 154 indivíduos infectados conhecidos nos Estados Unidos, de 1962 a 2021, apenas quatro pacientes confirmados sobreviveram à infecção.

Os sintomas da infecção costumam começar com fortes dores de cabeça, febre, náuseas e vômitos, progredindo para rigidez do pescoço, convulsões e coma, podendo levar à morte em cerca de cinco dias.

O CDC alerta que a ameba é encontrada em corpos quentes de água doce, como lagos, rios e fontes termais, e pode estar presente nos sedimentos no fundo desses corpos d’água. Portanto, recomenda evitar cavar ou mexer no solo em águas doces rasas e quentes.

Embora o risco de infecção seja baixo, é essencial estar ciente dos perigos associados à ameba “comedora de cérebro” e tomar precauções ao nadar em águas doces e mornas, limitando a exposição ao líquido pelo nariz.

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