Número de palestinos mortos por ataques de Israel em Gaza ultrapassa 27 mil, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, gerido pelo Hamas, divulgou dados alarmantes sobre o número crescente de vítimas palestinas devido aos ataques israelenses em andamento. Até o momento, registra-se um total de 27.585 mortos e 66.978 feridos. Apenas nas últimas 24 horas, houve relatos de 107 palestinos mortos e 143 feridos pelas forças israelenses.
A situação é agravada pela dificuldade de resgate de vítimas presas sob os escombros, resultado de bombardeios intensos. A falta de equipes de defesa civil e ambulâncias é um dos principais obstáculos enfrentados nas operações de socorro.
A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino conseguiu evacuar cerca de 8.000 pessoas deslocadas do Hospital Al Amal e de sua sede em Khan Yunis, após um cerco de 10 dias. Contudo, permanecem no local 40 idosos, aproximadamente 80 pessoas doentes e feridas, além de 100 funcionários entre administrativos e médicos.
Além disso, foi relatado que as forças israelenses realizaram um ataque a uma casa no bairro de Al-Salam, em Rafah, no sul de Gaza, resultando na morte de quatro palestinos. Rafah tornou-se refúgio para cerca das metades dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza, que buscam segurança longe dos confrontos.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a morte de um soldado israelense no norte da Faixa de Gaza, elevando o número de baixas israelenses para 226 em operações militares terrestres na região. A vítima era um vice-comandante de batalhão do corpo de engenharia.
As FDI também conduziram operações no sul, norte e centro da Faixa de Gaza, além de lançar ataques navais contra alvos do Hamas. Estas ações resultaram na morte de dezenas de militantes do Hamas, conforme anunciado pelas autoridades israelenses.
Segundo a Corporação Pública de Radiodifusão de Israel, altos funcionários militares indicaram que Israel completou a formulação de seus planos de operação, sugerindo que os conflitos na Faixa de Gaza poderão se estender até 2025, sem previsão de término no curto prazo.