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O que a PF fez com os US$ 14 mil apreendidos na casa e no escritório de Bolsonaro

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Parte do dinheiro foi encontrada em gaveta de cuecas do ex-presidente e outra no PL; valores seguem sob custódia enquanto origem é investigada.

A Polícia Federal (PF) mantém sob custódia os US$ 14 mil apreendidos em operação realizada em julho na casa e no escritório do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. O montante, equivalente a mais de R$ 70 mil, ainda tem origem considerada “não esclarecida” pelos investigadores.

Segundo a PF, parte do valor US$ 7,4 mil foi encontrada dentro de uma gaveta de cuecas na residência de Bolsonaro. Outros US$ 6 mil estavam guardados em seu escritório, localizado na sede do Partido Liberal (PL). Além da quantia em dólares, os agentes localizaram R$ 8,3 mil em espécie no escritório, valor que foi entregue à Caixa Econômica Federal e depositado em conta do ex-presidente.

Itens encontrados e operação

Na mesma ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF recolheu ainda uma petição da empresa norte-americana Rumble, relativa a processo movido contra Moraes nos Estados Unidos, além de um pendrive. O dispositivo continha informações sobre a Medicalfix, empresa de equipamentos médicos e odontológicos ligada a um amigo de Bolsonaro, mas foi considerado irrelevante para as investigações.

A operação, deflagrada em 18 de julho, também determinou medidas restritivas ao ex-presidente, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Anotações no carro

Os agentes também localizaram, no porta-luvas de um dos veículos de Bolsonaro, anotações manuscritas que fazem referência à delação premiada de Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens.

De acordo com investigadores, os papéis trazem rascunhos que parecem reunir possíveis estratégias de defesa. Em um dos trechos, Bolsonaro escreveu: “Recebi o $ do Braga Netto e repassei p/ o major de Oliveira – pelo volume, menos de 100 mil. Pressão p/PR assinar ‘um decreto’ – defesa ou sítio, mas nada vai acontecer”.

Outros rabiscos mencionam “novo processo eleitoral”, “plano de fuga” e até referências ao ministro Luiz Fux. Os investigadores ressaltam que tais anotações não foram incluídas no inquérito em que Bolsonaro foi indiciado por coação, por não estarem relacionadas diretamente ao escopo da investigação.

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