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Padre barra vigília pró-Bolsonaro e apoiadores iniciam discussão na porta da igreja

Reprodução – Bem Paraná

Padre barra entrada de grupo na Igreja São Francisco de Paula após orientação do arcebispo; fiéis discutem com religioso e rezam do lado de fora

Uma vigília organizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acabou acontecendo do lado de fora de uma igreja no centro de Curitiba (PR), na noite de terça 25. O grupo havia sido convocado para um encontro de oração na Igreja São Francisco de Paula, mas foi impedido de entrar no templo pelo padre responsável no momento.

Segundo os participantes, o bloqueio ocorreu após uma decisão do arcebispo metropolitano de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, determinando que igrejas da região não sejam usadas para vigílias e atos de conteúdo político-partidário. Com isso, o padre orientou que o espaço não seria cedido para a manifestação.

Diante da negativa, alguns apoiadores chegaram a discutir com o religioso, mas a porta permaneceu fechada. Sem acesso ao interior da igreja, o grupo decidiu permanecer na frente do prédio e realizou a vigília na calçada, em frente ao portão, por cerca de uma hora e meia.

A mobilização foi articulada pela jornalista e pré-candidata ao Senado pelo União Brasil no Paraná, Cristina Graeml, que convocou seus seguidores nas redes sociais. No chamado, ela pediu que simpatizantes se reunissem para orar por “saúde, liberdade e justiça” ao ex-presidente, pelos “presos e exilados políticos” e pela aprovação de uma eventual anistia, em referência às condenações ligadas à trama golpista.

A vigília ocorreu na véspera da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que confirmou o trânsito em julgado da ação contra Jair Bolsonaro, abrindo caminho para o início do cumprimento definitivo da pena. A Arquidiocese de Curitiba foi procurada para comentar a orientação sobre o uso de igrejas em atos políticos, mas ainda não havia se manifestado até o fechamento desta matéria.

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