Plataforma da Petrobras pega fogo após explosão e deixa 14 feridos

Empresa confirma que 14 trabalhadores foram encaminhados a hospitais após incêndio na PCH-1, localizada a 130 km da costa de Macaé.
Uma comissão será formada para investigar o caso.A Petrobras confirmou, na tarde desta segunda-feira (22), que subiu para 14 o número de trabalhadores feridos após o incêndio registrado na plataforma PCH-1 (Cherne 1), localizada na Bacia de Campos, no litoral norte do Rio de Janeiro. A estrutura, que está desativada desde 2020, abrigava 176 pessoas no momento do incidente.
O incêndio que atingiu a plataforma PCH-1, da Petrobras, neste início de semana, acendeu um alerta sobre a segurança das operações offshore, mesmo em unidades que não estão em atividade de produção. Segundo informações atualizadas da estatal, 14 trabalhadores que prestavam serviço à companhia foram feridos e encaminhados a hospitais na região de Macaé.
Entre eles, um prestador de serviço sofreu queimaduras leves após cair no mar durante o acidente. Ele foi resgatado consciente e estável e permanece sob cuidados médicos em terra. Outros 13 trabalhadores também recebem atendimento hospitalar, mas não há informações de casos graves até o momento.
“O trabalhador resgatado no mar se encontra em atendimento hospitalar em terra, consciente e estável. Outros 13 trabalhadores que prestam serviço para a companhia foram classificados como feridos e também estão recebendo atendimento”, informou a Petrobras, em nota divulgada nesta tarde.
Plataforma desativada
A plataforma PCH-1, também conhecida como Cherne 1, está localizada a cerca de 130 quilômetros da costa de Macaé, uma das cidades com maior histórico de atividades petrolíferas no país. Segundo a Petrobras, a unidade está fora de operação desde 2020, ou seja, não realiza mais extração de petróleo.
Ainda assim, 176 pessoas estavam a bordo realizando serviços diversos de manutenção, segurança e logística.
Apuração em andamento
O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) acompanha o caso e já cobrou explicações sobre as causas do incêndio e as condições de trabalho na unidade. A Petrobras, por sua vez, garantiu que uma comissão técnica será formada para investigar o incidente.
“As demais pessoas que estão na plataforma estão bem. Uma comissão será formada para apurar as causas do incidente”, acrescentou a empresa.
O Sindipetro reforçou a importância da investigação independente e pede mais transparência da estatal quanto às medidas de prevenção em plataformas inativas, mas ainda ocupadas por trabalhadores terceirizados.
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos, também foi notificada e deve se manifestar sobre o caso nos próximos dias.